Venezuela fecha maio com inflação de um dígito: 6,3%, o melhor resultado em 19 meses

A economia venezuelana voltou a registrar inflação mensal de um dígito pela primeira vez em mais de um ano. O Banco Central da Venezuela (BCV), presidido pelo
Venezuela fecha maio com inflação de um dígito: 6,3%, o melhor resultado em 19 meses

Venezuela fecha maio com inflação de um dígito: 6,3%, o melhor resultado em 19 meses A inflação mensal na Venezuela registrou 6,3% em maio de 2026, marcando a primeira vez em 19 meses que o índice fica abaixo de dois dígitos. Essa desaceleração é atribuída a medidas do governo interino de Delcy Rodríguez, como a sustentação do bolívar por meio de intervenções cambiais e o aumento dos gastos públicos.

O resultado insere-se em um contexto de reajuste salarial para servidores públicos e retomada do diálogo com organismos multilaterais, visando ancorar expectativas e normalizar o fluxo de divisas. Apesar da melhora, desequilíbrios estruturais persistem, com a inflação acumulada no ano ainda elevada e a inflação anualizada de alimentos em patamares preocupantes.

Os próximos meses serão cruciais para determinar se a desaceleração se consolidará, com indicadores chave como a estabilidade da taxa de câmbio oficial e a reestruturação da dívida externa sendo monitorados de perto.

  • A inflação mensal na Venezuela foi de 6,3% em maio de 2026, a menor desde outubro de 2024 e a primeira abaixo de dois dígitos em 2026.
  • Medidas do governo Delcy Rodríguez, como intervenções cambiais e aumento de gastos públicos, contribuíram para a desaceleração.
  • O governo retomou a divulgação de dados pelo Banco Central da Venezuela (BCV), normalizou o fluxo de divisas e reajustou salários de servidores públicos.
  • Apesar da queda mensal, a inflação acumulada no ano (janeiro a maio) foi de 101,97% e a variação anualizada de 12 meses ficou em 524,49%.
  • A inflação anualizada de alimentos e bebidas não alcoólicas atingiu 564,16%, indicando forte pressão sobre o poder de compra.
  • A sustentação do bolívar depende do fluxo de receitas petrolíferas, e interrupções podem reativar a inflação.
  • A reestruturação da dívida externa e da PDVSA adiciona incerteza ao acesso a financiamento internacional.
  • Indicadores cruciais para os próximos meses incluem a estabilidade do câmbio oficial, a evolução da reestruturação da dívida e a diferença entre o câmbio oficial e o paralelo. https://revistaforum.com.br/global/venezuela-maio-inflacao
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