Opinião

Advogado especialista em Previdência Social, é professor, autor do livro Fraude nos Fundos de Pensão e mestre em Direito Previdenciário pela PUC-SP
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Opinião O INSS realizou mutirões para analisar 59 mil perícias represadas, mas essa iniciativa é considerada um paliativo que não resolve o problema crônico de falta de servidores e pode gerar retrabalho. As avaliações rápidas e a pressão por quantidade comprometem a qualidade, levando a indeferimentos que podem ser contestados judicialmente, sobrecarregando ainda mais o sistema. O órgão parece priorizar estatísticas em vez de soluções administrativas duradouras, impactando negativamente tanto segurados quanto o Judiciário.

  • Existem cerca de 2,8 milhões de perícias represadas no INSS, com apenas 3.000 peritos médicos federais ativos.
  • Mutirões realizados em fins de semana analisam uma pequena fração das pendências e são considerados paliativos.
  • A pressa e a quantidade podem comprometer a qualidade das perícias, aumentando o número de casos levados à Justiça.
  • Segurados relatam pressa, grosseria e desconsideração de exames durante as perícias.
  • O sistema informático falha com a sobrecarga, e os mutirões geram gastos extras com bonificações para servidores.
  • O INSS prioriza estatísticas e não resolve a falta crônica de servidores, um problema antigo.
  • As ações são vistas como politicamente motivadas e não como soluções efetivas para a demanda reprimida.
  • A revisão bienal de benefícios por incapacidade não supre a demanda, e a fila do INSS tende a crescer. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/romulo-saraiva/2026/06/inss-abusa-de-paliativo-com-mutirao-de-pericia.shtml
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