Crianças estupradas geraram quase 190 mil bebês em 10 anos no Brasil

Crianças vítimas de estupro deram à luz 188.769 bebês no Brasil entre os anos de 2015 e 2024, de acordo com dados de nascidos vivos do Ministério da Saúde. No período de dez anos, em média, a cada mil nascimentos, sete desses bebês foram gerados por meninas menores de 14 anos. Somente em 2024, ano mais recente com dados consolidados, 12.004 bebês nasceram de crianças de 10 a 14 anos - e outros três de menores de 10 anos.
Crianças estupradas geraram quase 190 mil bebês em 10 anos no Brasil

Crianças estupradas geraram quase 190 mil bebês em 10 anos no Brasil Entre 2015 e 2024, 188.769 bebês nasceram de crianças vítimas de estupro no Brasil, com sete em cada mil nascimentos sendo de meninas menores de 14 anos. O Senado suspendeu uma resolução do Conanda que permitia o aborto legal em casos de estupro de vulnerável, o que pode prejudicar o acesso a esse direito por meninas de classes sociais mais baixas. A maioria desses crimes ocorre no ambiente familiar, e denúncias podem ser feitas pelo Disque 100, delegacias ou Conselho Tutelar.

  • 188.769 bebês nasceram de crianças vítimas de estupro no Brasil entre 2015 e 2024.
  • Em média, 7 em cada 1.000 nascimentos eram de meninas menores de 14 anos.
  • Em 2024, 12.004 bebês nasceram de crianças de 10 a 14 anos.
  • O Senado suspendeu resolução do Conanda que facilitava o aborto legal para vítimas de estupro de vulnerável.
  • A suspensão da resolução pode impactar negativamente o acesso ao aborto legal para meninas de classes sociais mais baixas.
  • Meninas pardas e a região Nordeste concentram a maior parte das vítimas.
  • São Paulo, Paraná e Pará registraram mais casos de estupro de vulnerável.
  • A residência e o ambiente familiar são os principais locais de ocorrência desses crimes.
  • Denúncias podem ser feitas pelo Disque 100, delegacias ou Conselho Tutelar. https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2026/06/03/criancas-estupradas-geraram-quase-190-mil-bebes-em-10-anos-no-brasil-diz-ministerio-da-saude.htm
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