Gilmar Mendes afirma que Fórum de Lisboa não será afetado pelo caso Master
Gilmar Mendes afirma que Fórum de Lisboa não será afetado pelo caso Master O Fórum de Lisboa chega à 14ª edição cercado não só de “melhores cabeças”, mas também de suspeitas. Enquanto Gilmar Mendes tenta blindar o evento do escândalo Banco Master, a oposição vê no “Gilmarpalooza” o símbolo de um Supremo acuado e desconectado da rua.
De um lado, o próprio ministro. Para ele, não há qualquer contaminação: o Fórum “não será afetado pelo escândalo envolvendo o Banco Master ou pelas discussões sobre o Código de Ética para a Corte” e é um evento de “perfil puramente acadêmico”. Gilmar descreve o encontro como parte do “Brasil que dá certo”, reunindo “as melhores cabeças do Brasil, de Portugal, da Europa”, incluindo ex-presidentes, nobelista e vencedor do Pulitzer.
Do outro lado, a imprensa de oposição explora o contraste entre o discurso altivo e o ambiente político tóxico. A Gazeta do Povo ecoa a tentativa de blindagem ao ressaltar que o ministro afirma que o “Gilmarpalooza” “não será afetado pelo caso Master”, mas destaca o pano de fundo: crise no STF, menções a Dias Toffoli achadas no celular do dono do banco e o contrato milionário de R$ 129 milhões envolvendo escritório da família de Alexandre de Moraes e o Master, o que forçou Fachin a anunciar um Código de Ética.
Já o Jornal da Cidade Online adota tom abertamente corrosivo: fala em Gilmar com “cara de velório” ao tratar do impacto do caso Master no “Gilmarpalooza” e usa a própria tentativa de normalizar o evento — “Não há impacto do caso Master no Fórum. O evento é puramente acadêmico, com ex-presidentes, líderes…” — como munição para sugerir cinismo.
No papel, o Fórum se vende como cúpula acadêmica global. Na prática, virou palco simbólico da disputa maior: STF sob suspeita ou “Brasil que dá certo” tentando sobreviver ao próprio fogo cruzado.
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