ANS aprova reajuste de até 5,11% para planos de saúde individuais

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) aprovou um reajuste de até 5,11% para as mensalidades de planos de saúde individuais e familiares, válido de maio de 2024 a abril de 2027. O aumento, que afeta cerca de 7,7 milhões de beneficiários, só pode ser aplicado no mês de aniversário do contrato.
ANS aprova reajuste de até 5,11% para planos de saúde individuais

ANS aprova reajuste de até 5,11% para planos de saúde individuais A ANS cravou um reajuste de até 5,11% nos planos individuais e familiares e abriu um flanco de disputa política: é alívio em meio à inflação médica ou mais um golpe no bolso de quem já está estrangulado?

De um lado, o alinhamento governista vende o índice como “vitória possível” num cenário de custos em alta. O G1 destaca que o percentual é “o menor autorizado pela agência desde 2021” e afeta 7,7 milhões de usuários, num contexto em que as despesas por beneficiário subiram 8,32% em 2025, pressionadas por serviços mais caros, novos procedimentos e envelhecimento da clientela. O UOL reforça o discurso técnico: a decisão, válida de maio deste ano a abril de 2027, foi calculada pela diretoria de normas, passou pelo crivo do Ministério da Fazenda e, segundo o presidente da ANS, vem acompanhada de monitoramento de abusos também nos planos coletivos, mesmo sem poder legal para fixar teto nessa categoria.

Do outro lado, veículos críticos enfatizam o impacto no consumidor e o tamanho limitado do “teto de proteção”. A Revista Fórum lembra que o reajuste vale só para cerca de 14,5% dos 52,9 milhões de usuários de planos, justamente os de contratos individuais/familiares regulamentados, e ressalta que o índice é o menor já definido pela ANS (fora 2021), mas ainda assim recai sobre quem “se esforça para manter um plano de saúde para sua família”. A Gazeta do Povo vai no mesmo tom: mostra que o cálculo prioriza as despesas assistenciais (80%) frente ao IPCA (20%) e, embora a agência diga que isso evita repasses “excessivos”, o resultado prático para o usuário é aumento real ante um cenário de custos que subiram mais de 8%.

Em comum, todos reconhecem: o reajuste ficou abaixo da escalada dos custos médicos. A diferença está na moldura. Para o governo, é o máximo de proteção que a regulação permite. Para a oposição, é pouco para quem, plano após plano, continua pagando a conta.

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