Lula anuncia que indicará Jorge Messias novamente para o STF

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que irá reenviar ao Senado a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Lula defendeu a prerrogativa presidencial de escolha e atribuiu a rejeição anterior de Messias a razões políticas, não à sua qualificação.
Lula anuncia que indicará Jorge Messias novamente para o STF

Lula anuncia que indicará Jorge Messias novamente para o STF Lula resolveu comprar uma nova briga com o Senado: vai insistir em Jorge Messias para o STF, mesmo após uma derrota histórica em plenário. A disputa deixou de ser apenas sobre um nome e virou teste de força entre Executivo e Legislativo.

De um lado, o Planalto veste a armadura. Lula repete que o advogado-geral da União é “um dos homens mais íntegros deste país” e que foi derrubado “por uma questão simplesmente política”, prometendo: “vou mandar o Messias outra vez. Sou eu que indico”. Aliados descrevem a decisão como defesa da prerrogativa presidencial e dizem que a rejeição não se deveu a competência ou ficha suja, mas a um revés “injusto”. O governo tenta agora corrigir a articulação, com Lula conversando “pessoalmente” com diversos senadores para “limpar o terreno” e evitar nova surpresa.

Do outro lado, a oposição lê o gesto como teimosia — e oportunidade. Sites oposicionistas falam em “decisão inesperada” e dizem que Lula está pronto para sofrer “nova humilhação no Congresso”. Outro veículo ironiza que o presidente “dobra a aposta em ‘Bessias’” e chama o movimento de “birra de Lula” que pode, no fim, empurrar a escolha do próximo ministro para 2027, já sob outro governo.

Há um ponto de convergência: todos reconhecem que a primeira votação foi um terremoto político. A derrota de Messias por 42 a 34 é registrada como “derrota histórica” e expôs a força do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, apontado por vários relatos como o articulador da derrubada.

Enquanto o governo fala em reafirmar a Constituição e reorganizar sua base, a oposição aposta em repetir o constrangimento. No meio, o STF segue com uma cadeira vazia — e o Senado com a caneta final.

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