Anvisa proíbe venda de creme redutor de medidas 'Popozuda'
Anvisa proíbe venda de creme redutor de medidas ‘Popozuda’ A queda do creme “Popozuda BumbumBrazil” expõe um velho embate brasileiro: até onde vai a liberdade de vender promessas estéticas e onde começa a barreira da regulação sanitária?
De um lado, a Anvisa chega pesada. A agência proibiu “a comercialização, distribuição, divulgação e uso do creme redutor de medidas Popozuda BumbumBrazil” e determinou “o recolhimento de todos os lotes do produto em circulação”. O motivo é direto: o creme “vinha sendo vendido e divulgado sem possuir registro sanitário junto ao órgão regulador”, exigência obrigatória para esse tipo de cosmético.
Na mesma canetada, a Anvisa mostra que o alvo não é só o bumbum turbinado: também proibiu o saneante AC2 Pro Dub Boyz, apontando falta de registro e “classificação incorreta em relação ao risco oferecido à saúde”. A decisão foi formalizada na Resolução nº 2.128/2026, publicada no Diário Oficial da União, reforçando o discurso de proteção do consumidor.
Do outro lado, a imprensa de oposição enxerga um padrão de endurecimento regulatório, sobretudo contra produtos vendidos na internet com promessas “mágicas”. A cobertura destaca que a restrição ao Popozuda vale para “fabricação, distribuição, propaganda e uso até eventual regularização”. E lembra que a Anvisa já mirou outros queridinhos das redes, como Bye Bye Gordurinha, Lipo sem Corte e Seca Barriga Turbo, além de produtos para aumento labial e redução de celulite.
Enquanto a agência orienta o público a conferir regularização e suspender o uso em caso de suspeita, críticos veem um Estado que chega atrasado, mas pesado, num mercado já inflado por influenciadores e promessas fáceis. Entre a busca pelo “corpo perfeito” no frasco e a burocracia sanitária, quem paga a conta, por enquanto, é o Popozuda.
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