Justiça rejeita ação de Pablo Marçal contra Globo e a jornalista Natuza Nery

A Justiça de São Paulo rejeitou um pedido de indenização de R$ 100 mil feito pelo coach Pablo Marçal contra a Globo e a jornalista Natuza Nery. Marçal alegava danos à sua imagem por uma reportagem que o associou à divulgação de fake news sobre as enchentes no Rio Grande do Sul. A juíza considerou que a matéria se baseou em investigação oficial e respeitou o direito à informação.
Justiça rejeita ação de Pablo Marçal contra Globo e a jornalista Natuza Nery

Justiça rejeita ação de Pablo Marçal contra Globo e a jornalista Natuza Nery A batalha entre liberdade de imprensa e reputação de figuras públicas ganhou mais um capítulo: em São Paulo, a Justiça barrou a tentativa de Pablo Marçal de arrancar uma indenização da Globo e da jornalista Natuza Nery por tê-lo associado à divulgação de fake news nas enchentes do Rio Grande do Sul.

De um lado, está a versão de Marçal, que se disse prejudicado por ter sido ligado à propagação de informações falsas sobre doações às vítimas das enchentes e pediu R$ 100 mil, direito de resposta, retratação pública e retirada das reportagens do ar. Ele alegou que a emissora e a apresentadora mancharam sua imagem ao enquadrá-lo como disseminador de notícias inverídicas.

Do outro lado, a Globo e Natuza Nery se ancoraram na bandeira clássica do jornalismo: liberdade de imprensa e interesse público. A defesa afirmou que a reportagem da GloboNews apenas noticiou a investigação oficial do governo sobre fake news e explicou que os caminhões com doações eram retidos por excesso de peso, não por falta de nota fiscal, desmontando a narrativa de Marçal sobre suposta burocracia estatal em meio à tragédia.

No centro do ringue, a juíza Paula Velloso Rodrigues Ferreri comprou a tese da imprensa. Para ela, a matéria “se limita a reproduzir uma mobilização do Governo Federal para apurar a disseminação de notícias falsas, de forma isenta” e não extrapolou o “direito de informação capaz de gerar a indenização por danos morais”, sobretudo porque Marçal é pessoa pública e as informações que ele divulgou eram incorretas.

Enquanto o coach recorre e tenta reverter o revés, a decisão reforça um recado incômodo para quem faz política a partir de redes sociais: quando a Justiça compra a narrativa dos fatos checados, a conta das fake news pode voltar para quem apertou o botão de publicar.

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