CFM proíbe uso de PMMA para fins estéticos no Brasil

O Conselho Federal de Medicina (CFM) proibiu o uso do polimetilmetacrilato (PMMA) como preenchedor em procedimentos estéticos e reparadores em todo o Brasil. A decisão, que excetua o tratamento de lipodistrofia em pacientes com HIV/Aids, foi tomada após casos de complicações graves e mortes, como a de uma maquiadora em São Paulo.
CFM proíbe uso de PMMA para fins estéticos no Brasil

CFM proíbe uso de PMMA para fins estéticos no Brasil O Brasil acaba de decretar: beleza com risco de morte não entra mais na conta. O polêmico PMMA, queridinho de procedimentos para “turbinar” glúteos e rosto, foi banido dos consultórios médicos para fins estéticos e reparadores.

De um lado, o Conselho Federal de Medicina (CFM) assume o papel de freio de emergência. A nova resolução proíbe o uso do PMMA como substância preenchedora em qualquer procedimento estético ou reparador por médicos de todo o país, com entrada em vigor já na próxima semana. A exceção é mínima e altamente controlada: continua permitido apenas no tratamento de lipodistrofia em pacientes com HIV/Aids, em unidades de alta complexidade credenciadas pelo SUS e seguindo protocolos do Ministério da Saúde.

O movimento também é apresentado como resposta a uma escalada de tragédias. A medida vem após a morte de uma maquiadora em São Paulo, que fez remodelação de glúteos e coxas com 300 ml de PMMA, e a uma série de complicações graves que já vinham sendo denunciadas por sociedades médicas. Para o CFM e setores alinhados ao governo, trata‑se de uma correção de rota tardia, mas necessária: o órgão já havia pedido à Anvisa a proibição do produto e agora consolida o veto por conta própria.

A narrativa oficial enfatiza o risco. O PMMA, um tipo de plástico usado como gel preenchedor cutâneo, é classificado como de máximo risco em aplicações mais profundas e já vinha cercado de restrições de dosagem, local de aplicação e exigência de médicos treinados e registrados. Ao banir o uso estético, o CFM tenta virar a página dos procedimentos “milagrosos” e vender uma nova mensagem: em medicina, permanentes devem ser só as garantias de segurança, não os preenchedores.

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