Michelle Bolsonaro tem pedido para registrar marca 'Bolsonaro' para armas barrado pelo INPI

O Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) barrou pedidos de Michelle Bolsonaro para registrar a marca 'Bolsonaro' em categorias como armas e combustíveis. A ex-primeira-dama precisa comprovar atividade efetiva nessas áreas para dar continuidade aos processos.
Michelle Bolsonaro tem pedido para registrar marca 'Bolsonaro' para armas barrado pelo INPI

Michelle Bolsonaro tem pedido para registrar marca ‘Bolsonaro’ para armas barrado pelo INPI Michelle Bolsonaro queria transformar o sobrenome que domina a política em selo para armas e combustíveis. O INPI, porém, puxou o freio de mão e cobrou o óbvio: prova de que ela realmente atua nesses ramos.

De um lado, a imprensa crítica ao bolsonarismo enfatiza o inusitado do pedido: a ex-primeira-dama, hoje presidente do PL Mulher, tenta registrar “Bolsonaro” para armas e combustíveis, mas teve o processo “travado” pelo INPI justamente por não comprovar atividade em armamentos, munições, explosivos e distribuição de combustíveis. Para esse campo, o caso é mais um capítulo da ofensiva para transformar o sobrenome em negócio — já são 76 pedidos de marcas como “Bolsonaro”, “Jair Bolsonaro”, “Bolsomito” e “Bolsonaro Mito”, com 28 já deferidos.

Do outro lado, a coluna alinhada ao governo atual — mas que trata o assunto de forma mais técnica — detalha o entrave jurídico: ao menos dois pedidos, justamente os de armas e combustíveis, “emperram” no INPI porque o órgão exigiu que Michelle “apresente documentação que comprove cabalmente o exercício efetivo de tais atividades”, com base no artigo 128 da Lei da Propriedade Industrial. A narrativa aqui é menos moral e mais burocrática: o problema não é o sobrenome, é a falta de lastro econômico real.

A empresa contratada por Michelle, a Oppera Corporate, tenta virar o jogo no discurso. Alega que é praxe declarar atividade compatível no formulário e que o “objetivo central” não é vender armas ou combustíveis, mas proteger a marca contra uso indevido por terceiros e preservar a “reputação” do nome Bolsonaro.

No fim, os dois campos concordam em algo: o projeto de transformar a família em marca é amplo. Divergem, porém, no enquadramento — negócio de proteção de imagem ou tentativa agressiva de mercantilizar o bolsonarismo até na pólvora e na gasolina.

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