Anvisa determina recolhimento de lote de água mineral Crystal por bactéria

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) comunicou o recolhimento voluntário de um lote da água mineral Crystal sem gás após a identificação da bactéria Pseudomonas aeruginosa. A fabricante, Mineração Bom Jesus, iniciou a retirada do produto do mercado, que foi distribuído em quatro estados e no Distrito Federal.
Anvisa determina recolhimento de lote de água mineral Crystal por bactéria

Anvisa determina recolhimento de lote de água mineral Crystal por bactéria A mesma bactéria que derrubou detergentes agora chega à água mineral de uma marca ligada à Coca-Cola, e o episódio virou munição para disputa política sobre vigilância sanitária, regulação e confiança do consumidor.

De um lado, veículos alinhados ao governo tratam o episódio como demonstração de que o sistema de fiscalização está funcionando. O G1 destaca que a Anvisa “determinou o recolhimento e a suspensão da comercialização, da distribuição e do uso” do lote contaminado, após laudo confirmar a presença de Pseudomonas aeruginosa na água Crystal sem gás. Outro texto do portal reforça o passo a passo para o consumidor — não beber o produto, checar o código “LZ1 VAL 200127 3 P 200126” e buscar ressarcimento junto à fabricante Mineração Bom Jesus, do Sistema Coca-Cola. Brasil 247 segue a mesma linha, sublinhando que 99,2% das 374,4 mil garrafas já tinham sido retiradas de circulação, numa reação “imediata” da empresa após o laudo do Lacen-DF.

Já a oposição mira no escândalo e no acúmulo de falhas. A Gazeta do Povo ressalta que a Anvisa comunicou “recolhimento voluntário de lote da água Crystal após encontrar mesma bactéria do caso Ypê”, conectando o episódio a outro grande recall recente. A Revista Fórum reforça essa associação ao dizer que a agência “encontra a mesma bactéria do detergente Ypê em famosa marca de água mineral”, lembrando que o micro-organismo já havia motivado suspensão de produtos de limpeza por risco biológico. Sites como Revista Oeste e Jornal da Cidade Online empacotam o caso em manchetes de urgência — “Anvisa recolhe lote de água mineral Crystal por detecção de bactéria” e “URGENTE: Anvisa comunica recolhimento de água mineral devido a bactéria” —, enfatizando o susto e a escala do lote, distribuído em DF, Goiás, Tocantins e interior de São Paulo.

Se há um ponto de convergência, é o alerta sobre a bactéria. Reportagem do G1 explica que a Pseudomonas aeruginosa usa um verdadeiro “escudo químico”, biofilmes em forma de “fortaleza” e “bombas de expulsão” para resistir a agentes de limpeza, representando risco sobretudo para imunossuprimidos. A diferença é que, enquanto uns veem na ação da Anvisa um sistema que reage, outros veem um sistema que deixou chegar água contaminada até a prateleira.

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