Donald Trump declara apoio a candidato de extrema-direita na Colômbia

O presidente dos EUA, Donald Trump, declarou apoio a Abelardo de la Espriella, candidato de extrema-direita à presidência da Colômbia. A manifestação gerou reação do atual presidente colombiano, Gustavo Petro, que classificou o ato como uma "interferência" na soberania do país e convocou os eleitores a votarem com liberdade.
Donald Trump declara apoio a candidato de extrema-direita na Colômbia

Donald Trump declara apoio a candidato de extrema-direita na Colômbia Donald Trump meteu a mão na urna colombiana sem sair da Casa Branca: ao declarar apoio ao ultradireitista Abelardo de la Espriella, transformou um segundo turno acirrado em teste de soberania nacional.

Trump e a direita: “El Tigre” contra o “marxista radical”

Na Truth Social, Trump descreveu Abelardo como “um líder inteligente, forte e determinado” e disse ter “a honra” de conceder seu “apoio total e irrestrito” ao candidato colombiano, enfatizando que o resultado será “muito importante para o futuro da Colômbia e para sua relação com os Estados Unidos”. Em outra mensagem, reforçou que, como presidente, Espriella teria “enorme sucesso” em crescimento econômico, empregos, combate à imigração ilegal, crime e drogas e que enfrentará um “marxista de esquerda radical” no segundo turno.

A direita continental vibrou. Abelardo, que liderou o primeiro turno com 43,74% contra 40,90% de Iván Cepeda, prometeu uma relação com Washington “como nunca antes” e agradeceu o apoio ao dizer que os EUA “são determinantes para combater o crime e o narcoterrorismo”. No Brasil, Eduardo Bolsonaro celebrou a campanha de Espriella como a de quem “luta contra narcoterroristas”.

Petro e a esquerda: soberania contra “submissão externa”

Do outro lado, Gustavo Petro transformou o gesto em munição política interna. Ele chamou o endosso de Trump de “interferência” e advertiu: “Quando um país interfere nas decisões de outro, a liberdade morre”. Convocou os colombianos a votar “em plena liberdade e a não se tornarem nem escravos nem colônia de ninguém”, resgatando a geração que lutou ao lado de Bolívar e Nariño por “liberdade e soberania”.

Enquanto Trump e Espriella vendem alinhamento duro com Washington e guerra total ao crime, Petro e Cepeda tentam enquadrar a eleição como plebiscito entre independência nacional e tutela estrangeira. Nas urnas de 21 de junho, a Colômbia não escolhe só um presidente – escolhe de quem aceita receber ordens.

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