STJD suspende Paulinho, do Palmeiras, por gesto em comemoração

O atacante Paulinho, do Palmeiras, foi suspenso por um jogo pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) devido a um gesto obsceno feito durante a comemoração de um gol contra o Flamengo. A punição foi confirmada em segunda instância e o jogador cumprirá a suspensão após a pausa para a Copa do Mundo.
STJD suspende Paulinho, do Palmeiras, por gesto em comemoração

STJD suspende Paulinho, do Palmeiras, por gesto em comemoração A suspensão de Paulinho por um simples gesto de comemoração virou mais que caso disciplinar: é teste de coerência do STJD e combustível para a sensação de “dois pesos, duas medidas” no futebol brasileiro.

O que decidiu o STJD

O atacante do Palmeiras levou um jogo de suspensão por conta do gesto obsceno na comemoração do terceiro gol sobre o Flamengo, pelo Brasileirão, enquadrado no artigo 258 do CBJD, que pune condutas contrárias à ética desportiva. A decisão saiu em segunda instância, após recurso da Procuradoria, e não cabe mais apelação na esfera nacional.

Antes, Paulinho havia sido absolvido, mas o Pleno do tribunal reverteu o veredito ao entender que o gesto — dedo do meio com o punho cruzado, ligado a torcida organizada — é um “ato notoriamente obsceno”, independentemente de ter sido direcionado à própria torcida ou ao rival.

STJD: moralizar o espetáculo

Para a relatora Mariana Barreiras, o sinal é conhecido no ambiente do futebol, mas “não pode ser normalizado”, argumento seguido por unanimidade pelos auditores. O presidente do STJD, Luís Otávio Veríssimo, reforçou a linha dura: o tribunal busca previsibilidade ao tratar qualquer ato obsceno da mesma forma, citando inclusive casos anteriores envolvendo jogadores do Corinthians e o técnico Abel Ferreira.

Palmeiras: incoerência e perseguição

Nos bastidores, o clima é de indignação. A punição a Paulinho “gera incômodo no Palmeiras”, que vê diferenças gritantes em relação a outros julgamentos recentes do tribunal. Dirigentes citam a absolvição mantida do técnico Leonardo Jardim, do Flamengo, por insinuações sobre favorecimento à arbitragem, bem como a redução da pena do goleiro Brazão, do Santos, e a absolvição de Fernando Diniz em episódios de críticas duras a árbitros.

O clube também lembra que outros atletas já repetiram o mesmo gesto de organizada sem qualquer denúncia, reforçando a percepção de que, quando a camisa é verde, o rigor do STJD cresce alguns tons.


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