Ator James Handy, de 'Jumanji', é assassinado; enteado é preso
Ator James Handy, de ‘Jumanji’, é assassinado; enteado é preso Um veterano de Hollywood morto a facadas pelo próprio enteado: o crime que tirou a vida de James Handy em Los Angeles escancara tanto a brutalidade do ato quanto a cautela com que autoridades e imprensa tratam o caso. Entre choque, burocracia policial e reverência à carreira, o enredo é disputado por diferentes ênfases – todas ancoradas em poucas certezas.
De um lado, a narrativa policial é seca e cronológica. Handy, 81, foi encontrado no jardim da frente de uma casa em Tarzana, inconsciente, com um ferimento de faca no peito, após um chamado às 9h30 da manhã. Leva-se a vítima ao hospital, ela é declarada morta, o suspeito acena para os agentes e se identifica como o homem que eles procuram. A motivação? “Ainda não revelada”, repetem as versões baseadas no comunicado do LAPD.
A imprensa de entretenimento, alinhada a um tom institucional, prefere equilibrar crime e currículo. As manchetes destacam o ator de Jumanji e Top Gun: Maverick assassinado e o enteado como principal suspeito, mas fazem questão de listar meio século de carreira, de Aracnofobia a papéis recorrentes na TV. A mensagem implícita: antes de vítima de um homicídio doméstico, Handy é patrimônio cultural.
Nos detalhes mais sombrios, porém, ambas as abordagens convergem. O suspeito, Michael Gledhill, 44, teria ligado para o 911 dizendo: “eu sou o filho do homem, acabei de matar o homem do pecado”, antes mesmo da chegada da polícia. A fiança é fixada em US$ 2 milhões, a tipificação é homicídio e o silêncio sobre o que levou ao ataque mantém o caso suspenso entre tragédia familiar e mistério psicológico.
Em comum, governo local e mídia constroem um retrato em que o horror do crime divide espaço com a tentativa de preservar a imagem de um coadjuvante de luxo de Hollywood, agora protagonista involuntário de sua última história.
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