Ex-jogador Leivinha, ídolo do Palmeiras, morre aos 76 anos

João Leiva Campos Filho, o Leivinha, ídolo do Palmeiras e da Seleção Brasileira, faleceu aos 76 anos. O ex-meia-atacante, que sofria de Alzheimer, foi bicampeão brasileiro pelo clube na década de 1970 e participou da Copa do Mundo de 1974.
Ex-jogador Leivinha, ídolo do Palmeiras, morre aos 76 anos

Ex-jogador Leivinha, ídolo do Palmeiras, morre aos 76 anos A morte de Leivinha aos 76 anos não abre debate político, mas escancara outra disputa: quem ficou com o direito de definir o tamanho do seu mito – o Palmeiras, a imprensa ou os companheiros de geração?

Números frios x memória apaixonada

Nos relatos mais factuais, o enquadramento é quase unânime: “um dos grandes nomes da história do Palmeiras”, “ídolo do Palmeiras e da Seleção”, “ícone dos anos 1970”. Todos repetem o currículo: pilar da Segunda Academia, bicampeão brasileiro em 1972 e 1973, seis títulos, 267 jogos e 108 gols pelo Verdão. A passagem pela seleção é lembrada com a marca simbólica do milésimo gol da amarelinha.

A mídia descrita aqui como de oposição destaca-o como “um dos maiores ídolos do Palmeiras” e recupera episódios de injustiça, como o gol legítimo anulado por Armando Marques na final do Paulista de 1971, tratado como um dos erros mais célebres da arbitragem brasileira. A ênfase está no herói prejudicado e na carreira interrompida aos 29 anos por problemas físicos.

Governo-alinhados: consenso e canonização

Já veículos alinhados ao governo adotam tom de canonização institucional: “ídolo histórico do Palmeiras”, “ídolo do Palmeiras e do Atlético de Madrid”, reforçando o legado transnacional e o luto oficial do clube. O foco é a grandiosidade: presença entre os 15 maiores artilheiros da história alviverde e entre os cinco principais goleadores do clube no Brasileiro.

No meio desse coro, a voz mais pessoal é a de Casagrande, que joga fora o distanciamento jornalístico: “Leivinha foi mais do que um ídolo para mim, foi a minha grande referência”, lembrando-o como “Pelé Branco” e modelo técnico e humano.

Entre estatísticas, notas oficiais e memórias emocionadas, o contraste é claro: enquanto uns descrevem um currículo impecável, outros tentam resgatar o impacto subjetivo de um camisa 8 que, para muita gente, foi maior do que qualquer planilha de gols.

https://resumosbrasil.com/stories/019e95e7-f445-085b-7036-3cb3e4ace80f

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