Mídia fabrica polêmica afirmando que Eduardo Bolsonaro favoreceu o sistema americano Zelle ao Pix

O ex-deputado Eduardo Bolsonaro foi atacado nas redes após a mídia sugerir que ele favorece o sistema de pagamentos americano Zelle, que ele comparou ao Pix, em negociações comerciais com os EUA. Críticos apontaram que o Zelle é uma rede privada com limitações, ao contrário do Pix, que é público e gratuito. Posteriormente, Bolsonaro negou ter proposto a substituição do sistema brasileiro e acusou a imprensa de distorcer suas falas.
Mídia fabrica polêmica afirmando que Eduardo Bolsonaro favoreceu o sistema americano Zelle ao Pix

Mídia fabrica polêmica afirmando que Eduardo Bolsonaro favoreceu o sistema americano Zelle ao Pix O Brasil está assistindo a uma guerra política por causa de algo que milhões de pessoas usam todo dia sem pensar: o Pix. No olho do furacão, Eduardo Bolsonaro, o Zelle americano e uma imprensa acusada, ao mesmo tempo, de minimizar e de inflar a polêmica.

De um lado, a imprensa alinhada ao governo e opositores do bolsonarismo dizem que Eduardo foi muito além da comparação técnica. Ele “sugeriu em vídeo trocar o Pix pelo Zelle” e expôs a “traição da família Bolsonaro ao Brasil”, acusa o deputado Carlos Zarattini, para quem os Bolsonaros são “inimigos do Pix”. Leonardo Sakamoto aponta que Eduardo cruzou a linha “entre ser ingênuo e ser útil ao adversário” ao tratar o Pix — infraestrutura pública de pagamentos — como moeda de barganha com Washington.

Essa leitura se apoia também nas diferenças entre os sistemas. Reportagem do UOL descreve o Zelle como “limitado e menos usado que o sistema brasileiro”, operado por consórcio privado e sujeito a atrasos de horas ou dias, enquanto o Pix é público, instantâneo, gratuito para pessoas físicas e com alcance nacional. Até liberais pró‑mercado, como a economista Renata Barreto, admitem: o Pix é “INFINITAMENTE superior” às ferramentas americanas e deveria ser exportado, não trocado.

Do outro lado, Eduardo e aliados falam em armação midiática. Ele alega que apenas citou o Zelle como “Pix dos EUA” para mostrar que existe sistema semelhante e dar “bons argumentos” em uma mesa de negociação comercial, jamais uma proposta de substituição. Em vídeo, crava: “EU JAMAIS FALEI EM SUBSTITUIR O PIX! Pix foi criado pelo meu pai, sem taxas e assim deve permanecer. Sou pró‑PIX e desafio aqui a Globo e demais jornais a se retratarem”. Comentaristas da direita, como Rodrigo Constantino, ecoam que Eduardo “desmente a mídia tradicional sobre o Pix”.

No meio, veículos mais descritivos lembram que, na entrevista original, Eduardo de fato apresentou o Zelle como mecanismo “muito semelhante ao Pix” e afirmou que “dá para você ir para uma mesa de negociação com os americanos” usando isso como argumento — sem falar expressamente em extinguir o sistema brasileiro. Já o Banco Central e análises econômicas reforçam outro ponto incômodo para ambos os lados: o Pix não é “de Bolsonaro” nem “de Lula”, mas de uma política de Estado construída desde o governo Dilma e hoje símbolo de soberania tecnológica brasileira.

https://resumosbrasil.com/stories/019e9730-d1a3-3a21-727e-26319f75f21c

Write a comment
No comments yet.