Zelensky propõe reunião com Putin para negociar fim da guerra
Zelensky propõe reunião com Putin para negociar fim da guerra Zelensky estende a mão, Putin diz que a porta está aberta — mas os dois ainda discutem até sobre onde fica a maçaneta. Entre cartas abertas, convites a Moscou e exigências territoriais, a nova rodada de “paz” nasce cercada de desconfiança.
De Kiev, a narrativa é de ofensiva diplomática calculada. Zelensky propõe um encontro “cara a cara” em país neutro, como Suíça ou alguma nação árabe, com um cessar-fogo inicial, troca de prisioneiros e devolução de crianças sequestradas pela Rússia, sob participação ativa de EUA e União Europeia. Em outra formulação, ele fala em “suspender integralmente as hostilidades durante o período de diálogo” e admite que Moscou subestimou a resistência ucraniana ao longo de cinco anos de guerra. O tom mistura oferta e ameaça: a guerra seria “decisão pessoal” de Putin e a Ucrânia poderia desgastar a Rússia até o limite.
Nos veículos mais alinhados a governos e instâncias oficiais, o foco é na “janela de oportunidade”. Zelensky oferece um “cessar-fogo total” e um “compromisso direto” com Putin, enquanto reforça que o cessar-fogo durante negociações é “prática padrão” e que os EUA poderiam monitorar a linha de frente. O Kremlin responde que Zelensky pode ir a Moscou “a qualquer momento”, num gesto apresentado como abertura diplomática.
Mas o aparente consenso pela paz racha no conteúdo. Moscou mantém na mesa exigências de concessões políticas e territoriais, em especial a retirada completa de Donetsk, condições que Kiev classifica como capitulação. Putin diz não descartar um acordo de paz, mas quer baseá-lo em entendimentos anteriores favoráveis à Rússia.
Em resumo: todos dizem querer o fim da guerra, mas a definição de “paz” continua radicalmente diferente em Kiev e em Moscou.
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