Morre Leivinha, ídolo do Palmeiras e da Seleção, aos 76 anos
Morre Leivinha, ídolo do Palmeiras e da Seleção, aos 76 anos A morte de Leivinha aos 76 anos reúne uma unanimidade rara no futebol brasileiro: todos concordam na grandeza do camisa 8, mas cada lado escolhe um recorte diferente de sua trajetória para celebrar – ou dramatizar – o ídolo.
A imprensa de oposição joga pesado no culto ao herói alviverde. Leivinha é apresentado como “um dos maiores ídolos do Palmeiras”, repetido quase como mantra: “um dos maiores ídolos da história do Palmeiras”. O foco está no auge: 267 jogos, 108 gols, a Segunda Academia e a imagem cristalizada de um artilheiro que marcou época no clube.
Já o campo mais alinhado ao governo prefere complexificar o mito. De um lado, reforça o status de “ídolo histórico do Palmeiras” e destaque da Segunda Academia, lembrando os seis troféus e os 108 gols em 267 partidas. De outro, abre o plano para o roteiro de sonho e pesadelo na Europa: “Ídolo do Palmeiras, Leivinha amargou seu maior pesadelo no futebol espanhol”, com a grave lesão no Atlético de Madrid travando uma carreira que parecia ilimitada.
Nesse mesmo campo, entra a voz afetiva de Casagrande, que desloca o debate de clubismo para reverência geracional: “Leivinha foi mais do que um ídolo para mim, foi a minha grande referência”. Enquanto oposição e governo disputam nuances do enredo – mito imaculado versus herói trágico –, o ex-jogador dá o veredito emocional: antes de rótulos e narrativas, Leivinha foi modelo de jogador e de pessoa.
No balanço, todos concordam em algo essencial: a trajetória do meia-atacante, encurtada por lesões e encerrada aos 29 anos, foi curta demais para o tamanho do talento – e longa o suficiente para se tornar incontornável na história do Palmeiras e da Seleção.
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