Ponte recém-inaugurada desaba no Acre e deixa quatro feridos
Ponte recém-inaugurada desaba no Acre e deixa quatro feridos Uma obra de R$ 36 milhões, inaugurada há pouco mais de dois anos, virou ruína em segundos no interior do Acre. O desabamento da ponte Frei Paolino Baldassari, em Sena Madureira, expôs um fosso bem maior que o do Rio Iaco: o abismo entre a versão oficial e a cobrança por responsabilidade.
De um lado, o discurso governista tenta enfatizar que o Estado agiu e que o colapso foi um “acidente dentro do controlável”. A ponte já estava interditada desde a véspera, após equipes técnicas identificarem risco de desabamento e erosão nas margens do rio. A governadora Mailza Assis correu ao local, montou um gabinete de crise e destacou a prioridade em “salvar vidas” e dar suporte às vítimas e familiares. Veículos alinhados ao governo sublinham a rapidez no resgate, com bombeiros, Samu, Defesa Civil e Secretaria de Saúde mobilizados imediatamente.
Do outro lado, a oposição mira na pergunta que o vídeo da queda não responde: como uma ponte inaugurada em dezembro de 2023, com 232 metros de extensão e duas pistas, pôde desabar tão cedo? A Gazeta do Povo lembra que cerca de 60% da estrutura cedeu e ressalta o custo — R$ 36 milhões, parte vindo do Detran e parte de recursos próprios do estado — para cobrar transparência sobre a execução da obra e a responsabilidade da empreiteira.
Nos fatos, ambos os lados concordam em algo incômodo: a estrutura recém-inaugurada simplesmente não resistiu. O episódio deixou quatro feridos, dois em estado grave, incluindo um juiz aposentado que fazia uma live na hora do desabamento. Enquanto o governo aciona a empresa responsável e promete perícias, a oposição transforma a ponte em símbolo de um problema bem conhecido no país: obras caras, novas — e frágeis demais.
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