União Europeia bloqueia importação de carne bovina do Brasil
União Europeia bloqueia importação de carne bovina do Brasil A carne brasileira virou símbolo de um duelo político e sanitário: para Bruxelas, faltou garantia de segurança; para o agro, sobrou burocracia em Brasília. No meio, um mercado bilionário entra em modo de alerta.
O olhar europeu: burocracia sanitária, não politica
A União Europeia suspendeu a importação de carne bovina e outros produtos de origem animal do Brasil por falta de envio, dentro do prazo, das evidências sobre o controle de antimicrobianos na produção nacional. Sem provas de que o país segue as normas rígidas do bloco, o Brasil foi simplesmente retirado da lista de exportadores autorizados a partir de setembro.
Não se trata apenas de boi: aves, cavalos, pescados e subprodutos como tripas, ovos e mel entraram no mesmo pacote de risco, deixando exportadores em estados como o Paraná especialmente expostos.
O agro em fúria: embargo ou falha de gestão?
Do lado brasileiro, o agronegócio não mira Bruxelas, mas Brasília. Representantes do setor afirmam que o problema não é o status sanitário — considerado bom —, e sim a lentidão do governo em comprovar isso oficialmente. Manchetes de veículos ligados ao setor já cravam que o “agro culpa governo Lula por embargo europeu à carne brasileira”.
Federações como Faep e Farsul apontam “falta de agilidade e falha de coordenação” do Ministério da Agricultura, permitindo que “uma questão burocrática se transformasse em uma barreira comercial”.
Competitividade em jogo
Especialistas em direito do agronegócio alertam que, enquanto vizinhos latino-americanos cumpriram as exigências e foram liberados, o Brasil “ficou para trás”, enviando um sinal ruim a outros mercados exigentes, como o Reino Unido, que já cogita novas restrições.
Em resumo: para a União Europeia, o recado é técnico. Para o agro brasileiro, o estrago é político — e caro.
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