Pesquisa Quaest aponta crescimento de Lula e queda de Flávio Bolsonaro

Uma pesquisa da Quaest para a eleição presidencial de 2026 indica que Luiz Inácio Lula da Silva ampliou sua vantagem sobre Flávio Bolsonaro. Segundo a análise do diretor do instituto, o desgaste de Bolsonaro após o escândalo do Banco Master e a melhoria na avaliação do governo contribuíram para o cenário, enquanto a direita ainda não consolidou uma alternativa.
Pesquisa Quaest aponta crescimento de Lula e queda de Flávio Bolsonaro

Pesquisa Quaest aponta crescimento de Lula e queda de Flávio Bolsonaro Lula abre distância, Flávio Bolsonaro sangra com o escândalo do Banco Master e, no meio do tiroteio, a direita continua sem herdeiro óbvio para 2026. A polarização segue de pé, mas com um lado mais organizado que o outro.

A fotografia da Quaest é clara: Lula aparece com 39% das intenções de voto, contra 29% de Flávio Bolsonaro, numa disputa ainda marcada pelo choque entre lulismo e bolsonarismo. A novidade não é a polarização em si, mas a assimetria: o presidente cresce na esteira de melhora da percepção econômica e da gestão federal, enquanto o principal nome da oposição patina, atolado em denúncias e trapalhadas.

Na leitura governista, o quadro é quase didático: o desgaste de Flávio após o escândalo do Banco Master, em que mensagens o mostram pedindo dinheiro ao banqueiro preso Daniel Vorcaro para financiar o filme “Dark Horse”, foi devastador. Some-se a isso medidas econômicas populares, como ampliação da faixa de isenção do IR e programas de alívio de dívidas, e o resultado é um Lula mais folgado na dianteira.

Do outro lado do balcão, a direita vive aquilo que o diretor da Quaest chamou de “paradoxo da direita: Flávio perde força, mas rivais seguem embolados”. Mesmo com o senador enfraquecido, ninguém consegue capitalizar. Renan Santos, Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Aécio Neves somam, juntos, apenas 12% e estão todos tecnicamente empatados, muito longe de uma candidatura competitiva.

Resultado: o bolsonarismo continua sendo a maior força da oposição, mas sem musculatura suficiente para ameaçar Lula hoje — e sem um plano B organizado. O governo, por enquanto, joga sozinho na metade de cima da tabela.

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