Eduardo Bolsonaro sugere rompimento com Partido Novo após críticas de Zema

O deputado Eduardo Bolsonaro sugeriu um rompimento de seus aliados com o Partido Novo após o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, criticar seu irmão, o senador Flávio Bolsonaro. O atrito evidencia a disputa pela liderança da direita brasileira visando as eleições de 2026.
Eduardo Bolsonaro sugere rompimento com Partido Novo após críticas de Zema

Eduardo Bolsonaro sugere rompimento com Partido Novo após críticas de Zema A direita que sonhava com frente ampla para 2026 virou um campo minado: em vez de costurar alianças, bolsonaristas e o Partido Novo agora trocam acusações públicas e flertam com o rompimento.

Bolsonarismo: ofensa pessoal, resposta radical

Do lado bolsonarista, o caso é tratado como ataque direto ao projeto presidencial de Flávio Bolsonaro. Eduardo Bolsonaro reagiu às críticas de Romeu Zema defendendo que “rompia geral com o Partido Novo”, sinalizando fim da aproximação entre PL e Novo. A leitura no entorno de Jair Bolsonaro é de que Zema age por puro cálculo eleitoral, tentando ocupar o espaço de Flávio na corrida de 2026.

A reação não ficou restrita a Eduardo: aliados como Carlos Bolsonaro e Rogério Marinho partiram para o ataque, acusando Zema de “oportunismo político” e tentando fechar fileiras em torno de Flávio. Ao mesmo tempo, Eduardo começou a inflar outro nome: a deputada Júlia Zanatta, elogiada por sua “lealdade” e apontada como preferência para vice em uma chapa bolsonarista.

Zema e o Novo: moralidade como trincheira

Do lado de Zema, o discurso é o oposto: não é disputa de espaço, é coerência. O ex-governador diz ter ficado “indignado” com as informações sobre a relação de Flávio com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e afirma que a conduta atribuída ao senador é “incompatível” com o discurso conservador de combate à corrupção. Para ele, políticos próximos de envolvidos em irregularidades precisam ser vistos com cautela, sobretudo se sonham com o Planalto.

Direita rachada e fogo amigo

Críticos da extrema direita enxergam no episódio mais um capítulo de autossabotagem. O comentarista Rodrigo Constantino ironizou a jogada de Eduardo: “Eduardo é mesmo o camisa 10 do Lula”, dizendo que Júlia Zanatta não agregaria “um só voto” a Flávio fora da bolha bolsonarista.

O contraste é claro: Zema tenta ocupar o lugar de candidato “limpo” e racional; o bolsonarismo responde com lealdade de clã e ameaça de rompimento. No meio, o eleitor de direita assiste ao espetáculo de uma oposição que, em vez de mirar Lula, briga consigo mesma.

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