UFC realiza evento inédito no gramado da Casa Branca

Idealizado pelo presidente Donald Trump, um evento do UFC, chamado UFC Freedom 250, será realizado no gramado sul da Casa Branca. A programação, que celebra os 250 anos da independência dos EUA, contará com a presença do lutador brasileiro Alex 'Poatan' Pereira e tem gerado controvérsia sobre o uso de propriedade pública para o evento.
UFC realiza evento inédito no gramado da Casa Branca

UFC realiza evento inédito no gramado da Casa Branca O gramado mais vigiado do mundo virou octógono. O UFC Freedom 250, projetado para os 80 anos de Donald Trump e os 250 anos da independência dos EUA, transformou a Casa Branca em arena de MMA – e em campo de batalha político.

De um lado, o governo vende um espetáculo patriótico e de “soft power”. O evento integra o calendário oficial das festividades dos 250 anos da independência, com arena para 4.500 pessoas e custo de cerca de US$ 60 milhões, que a Casa Branca diz ser totalmente bancado pelo UFC. O Departamento de Estado fala em parceria público‑privada para “apoiar iniciativas de diplomacia esportiva” e usar técnicos e atletas como “embaixadores esportivos” em programas com jovens internacionais. Nesse roteiro, o MMA vira vitrine global dos EUA em plena Copa do Mundo em casa.

Do outro lado, opositores enxergam uso da máquina pública como extensão do palanque trumpista. A Gazeta do Povo descreve como Trump “transformou o jardim da Casa Branca em arena do UFC” para celebrar seu aniversário e o Dia da Bandeira, em um evento “com forte tom patriótico” e protagonismo militar. Ativistas e um veterano de guerra foram à Justiça alegando que o governo violou regras federais ao liberar um evento privado em solo público sem aval do Congresso ou avaliação ambiental, levantando ainda suspeitas de conflito de interesses, já que Trump tem ações da empresa que controla o UFC.

Ambos os lados, porém, exploram o mesmo show. O card estrelado por Alex “Poatan” Pereira, que sobe de categoria para disputar o título interino dos pesados, é usado tanto como símbolo do alcance global do MMA brasileiro quanto como peça de uma “cruzada pelo orgulho americano” montada “para que, da primeira luta da noite até a luta principal, o evento conte a história da América”. O resultado: uma noite em que cada golpe no octógono também é lido como movimento no tabuleiro eleitoral.

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