Virginia Fonseca estreia como repórter do 'Domingão com Huck' na Copa

A influenciadora Virginia Fonseca estreou como repórter especial do 'Domingão com Huck' para a cobertura da Copa do Mundo. Em sua primeira participação, ela explorou Nova York e comentou sobre Vini Jr., após o apresentador Luciano Huck insinuar que um gol do jogador teria sido para ela.
Virginia Fonseca estreia como repórter do 'Domingão com Huck' na Copa

Virginia Fonseca estreia como repórter do ‘Domingão com Huck’ na Copa Virginia Fonseca estreou na Globo em modo Copa, mas o verdadeiro clássico não foi em campo: foi entre a estratégia da emissora de turbinar audiência com influência digital e o constrangimento público em torno de sua relação com Vini Jr.

De um lado, a Globo vende o sonho. No Gshow, a estreia é apresentada como aventura glamourosa: “Virginia Fonseca anda de metrô em NY em Diário da Copa do Domingão com Huck”, com direito a metrô, lancha e sobrevoo por Nova York e Nova Jersey, cenário da estreia do Brasil. O quadro “Diário de Virginia” transforma a influenciadora em guia turística da Copa, reforçando seu alcance de “mais de 57 milhões de seguidores em uma única rede social” e a missão de explorar tudo “por terra, por água e pelo ar”.

Outro braço dessa narrativa mostra a preparação de celebridade. O UOL registra Virginia em clima de making of, compartilhando o look, cabelo e maquiagem antes de aparecer como “repórter especial” na cobertura da Copa. Não há questionamento sobre função jornalística: o foco é no espetáculo da presença dela na tela.

Do outro lado, a Folha acende o holofote do desconforto. A coluna Outro Canal relata que, ao vivo, Luciano Huck exibiu o gol de Vini Jr. contra o Marrocos e insinuou que a comemoração seria para Virginia, criando “algum constrangimento”. Ela reage seca: “Eu não tenho nada a dizer sobre isso” e nega reconciliação, dizendo que as rosas do Dia dos Namorados chegaram enquanto ela acordava para gravar e que “ele é um grande amigo”.

Já o Gshow suaviza o drama, destacando que Virginia “ficou muito feliz” com o gol, torceu pela Seleção e pelo hexa, e admite que sobre o buquê “não entendi nada também”. A mesma cena vira, na Globo, romance controlado; na Folha, saia-justa em rede nacional.

No fim, a estreia de Virginia como repórter da Copa expõe duas Copas paralelas: a da Globo, que transforma influenciadora em personagem de entretenimento patriótico, e a da imprensa crítica, que prefere enquadrar o lance como mais um capítulo da telenovela sentimental em horário nobre.

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