PF obtém acesso a celular de Cláudio Castro em investigação sobre Banco Master

A Polícia Federal conseguiu desbloquear e acessar o conteúdo de um dos celulares do ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, apreendido em sua residência. O acesso ocorre no âmbito da investigação sobre supostas irregularidades em investimentos de fundos do estado no Banco Master.
PF obtém acesso a celular de Cláudio Castro em investigação sobre Banco Master

PF obtém acesso a celular de Cláudio Castro em investigação sobre Banco Master A disputa em torno do celular de Cláudio Castro virou mais que um capítulo policial: é munição política para todos os lados e teste de fogo para a blindagem do ex-governador do Rio.

De um lado, a cobertura crítica sublinha o tamanho do rombo potencial e o fio direto entre o Palácio Guanabara e o Banco Master. A PF mira “investimentos bilionários do governo fluminense em fundos ligados ao Banco Master”, cerca de R$ 3 bilhões vindos sobretudo de Cedae e Rioprevidência, responsável por aposentadorias de mais de 230 mil pessoas. Nesse relato, encontros e mensagens entre Castro e o fundador do banco, Daniel Vorcaro, antecedendo aportes do Rioprevidência, dão o tom de promiscuidade política-financeira; a própria PF descreve as operações como um “almanaque de irregularidades”.

A narrativa oposicionista enfatiza o luxo e o timing: uma degustação de uísque em Nova York, com apenas dez convidados e custo superior a R$ 5 milhões, seguida, no dia seguinte, de um aporte de R$ 80 milhões em Letras Financeiras do Banco Master, com novos investimentos de R$ 80 milhões e R$ 70 milhões na sequência. A recusa de Castro em fornecer a senha reforça, para críticos, a imagem de quem tinha muito a esconder.

Do outro lado, veículos alinhados ao governo preferem o foco técnico, quase burocrático: “PF acessa celular usado por Cláudio Castro no dia a dia”, três aparelhos apreendidos, um principal protegido por senha, que mesmo assim foi quebrada, e análise em curso. Sem adjetivos como “almanaque de irregularidades”, o enredo é de procedimento normal de investigação.

Em comum, ambos reconhecem o fato duro: a Polícia Federal enfim entrou no principal celular de Cláudio Castro. A divergência está em como batizar o que vier à tona — rotina administrativa ou roteiro de escândalo.

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