Neymar realiza novos exames e segue sem previsão de retorno

O atacante Neymar realizou novos exames na panturrilha direita nesta segunda-feira para avaliar a cicatrização de sua lesão. Ele não treinou com o restante da seleção brasileira e segue sem previsão de retorno aos gramados, sendo desfalque praticamente certo para o próximo jogo da Copa do Mundo contra o Haiti.
Neymar realiza novos exames e segue sem previsão de retorno

Neymar realiza novos exames e segue sem previsão de retorno Neymar está parado, o relógio da Copa corre, e a Seleção se equilibra entre cautela médica, discurso oficial nebuloso e comentaristas que já duvidam até da relevância esportiva do camisa 10 neste momento do torneio.

De um lado, o relato técnico e protocolar. O atacante voltou a fazer exames de imagem na panturrilha direita, ficou fora de mais um treino e é baixa praticamente certa contra o Haiti, mantendo-se apenas em trabalhos físicos e fisioterapia, sem qualquer atividade tática com o grupo. A orientação é não “queimar etapas” e evitar risco de reincidência, priorizando uma volta só quando a transição física estiver completa. Na prática, a CBF já desistiu de prever retorno na fase de grupos e admite, nos bastidores, que Neymar só pisa em campo em “caso de extrema necessidade” – isto é, no mata-mata.

Já o discurso institucional oscila entre otimismo controlado e opacidade. Oficialmente, a informação é apenas que “ele está evoluindo”, sem detalhar o estágio real da lesão, cujo prazo inicial de duas a três semanas estoura justamente agora. A confederação reduziu a clareza sobre o quadro clínico ao abandonar qualquer garantia de estreia ainda na primeira fase, alimentando críticas sobre transparência em plena Copa.

Do outro lado, os analistas apertam o tom. Para PVC, o cenário mais provável é que Neymar só apareça em campo na próxima fase, ficando fora não apenas do Haiti, mas também da Escócia, porque “não tem razão” colocá-lo sem recondicionamento físico e técnico adequado. Mais ácido, Juca Kfouri ironiza o debate inteiro: para ele, especular quando Neymar volta é “bizarro”, porque o jogador “poderá, no máximo, entrar em campo, porque jogar não jogará, como não joga há mais de três anos”.

Entre o departamento médico prudente, a CBF reticente e cronistas descrentes, o Brasil se vê às vésperas do duelo contra o Haiti com uma pergunta incômoda: o problema é a panturrilha de Neymar – ou a dependência crônica de um craque que talvez já não decida Copas?

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