Congresso discute projetos para o fim da escala de trabalho 6x1

O Congresso Nacional tem uma semana decisiva para debater o fim da escala de trabalho 6x1. Na Câmara, deputados planejam votar um projeto de lei do governo que regulamenta a jornada 5x2, enquanto no Senado, uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) sobre o mesmo tema aguarda a designação de um relator.
Congresso discute projetos para o fim da escala de trabalho 6x1

Congresso discute projetos para o fim da escala de trabalho 6x1 O futuro da escala 6x1 virou cabo de guerra em Brasília: de um lado, governo e centrais sindicais vendem a medida como conquista histórica; de outro, oposição e empresariado acusam manobra eleitoral e risco de custo oculto.

Na Câmara, o presidente Hugo Motta corre para votar o PL 1.838/2026, enviado pelo Planalto, que extingue na prática a escala 6x1 e fixa jornada de até 40 horas semanais, com dois dias de descanso, para “destravar a pauta da Casa”. O projeto está em regime de urgência e, sozinho, bloqueia outros textos desde o fim de maio, o que obriga a votação imediata.

Ao mesmo tempo, a PEC do fim da escala 6x1, já aprovada pela Câmara, estacionou no Senado. Davi Alcolumbre é acusado de “sentar” sobre a proposta, ao não enviá‑la à CCJ nem marcar reunião de líderes, o que, na prática, congela o debate. A base governista, porém, aposta que a aprovação do PL na Câmara obrigará o Senado a enfrentar o tema, sob risco de travar sua própria pauta.

A ala governista pinta o cenário como batalha de direitos. Para o site Vermelho, a semana é “decisiva” para reduzir de 44 para 40 horas semanais, adotar o modelo 5x2 e garantir o “fim da escala 6x1 sem redução salarial”, bandeira apresentada como “pauta fundamental dos trabalhadores e das trabalhadoras”.

Já o discurso mais próximo da oposição mira o cálculo político e o bolso. A Revista Oeste ressalta que Motta quer votar a regulamentação ainda nesta semana exatamente para liberar outras matérias estratégicas antes do recesso, enquanto outra reportagem aponta que Alcolumbre “freia” o avanço da PEC e que o Planalto usa o PL para pressionar o Senado.

No meio do fogo cruzado, o relator Leo Prates tenta vender moderação: promete um texto de “zero a zero”, sem aumento de custo para empresas nem perda salarial, ao ajustar regras de descanso e horas extras. A promessa, porém, expõe o paradoxo central: como entregar mais folga, manter salário e ainda garantir que ninguém pague a conta?

https://resumosbrasil.com/stories/019ecfd8-cd34-311b-737c-05e7fb40f61f

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