Seleção do Irã enfrenta dificuldades com vistos e retenção de jogadores nos EUA

A delegação do Irã tem enfrentado diversos problemas burocráticos e políticos durante sua participação na Copa do Mundo nos Estados Unidos. Jogadores e membros da comissão técnica foram retidos em aeroportos e relataram dificuldades com vistos, o que gerou um desabafo do técnico para o presidente da FIFA, Gianni Infantino, sobre as "injustiças" sofridas.
Seleção do Irã enfrenta dificuldades com vistos e retenção de jogadores nos EUA

Seleção do Irã enfrenta dificuldades com vistos e retenção de jogadores nos EUA A Copa do Mundo virou campo de batalha diplomática: enquanto o Irã tenta só jogar futebol, os Estados Unidos tratam cada carimbo de passaporte como frente de guerra, e a Fifa tenta vender paz em discurso motivacional de vestiário.

Irã: “time mais oprimido da história da Copa”

Do lado iraniano, o tom é de revolta. O elenco reclama de vistos negados, entradas únicas e ordens de entrar e sair dos EUA sem tempo mínimo de recuperação. O técnico Amir Ghalenoei fala em “injustiça” e define sua equipe como “talvez a mais oprimida da história da Copa do Mundo”. Outra reportagem descreve o cenário como “‘Injustiça’ e ‘desastre’: o desabafo dos iranianos após a estreia na Copa”.

Jogadores como Mehdi Taremi relatam atrasos em aeroportos e uma logística que, segundo eles, destrói o planejamento de treinos e descanso. O caso do meia Mehdi Torabi, cujo visto expirou após uma única entrada, virou símbolo de como a burocracia virou arma dentro do torneio.

EUA: segurança acima do fair play

Washington responde com a cartilha da segurança nacional. Após reter integrantes da delegação em Los Angeles, o governo afirmou que não permitirá que a seleção iraniana “abuse do sistema de vistos para infiltrar terroristas nos EUA sob falsos pretextos”. É a lógica da guerra exportada para o gramado: nenhuma concessão, mesmo se o alvo for um centroavante.

Fifa: discurso humanista, prática protocolar

Gianni Infantino corre para o vestiário, abraça, sorri e diz que os jogadores “são mais fortes do que tudo” e “enviam uma mensagem forte para o mundo inteiro”. Em outra cobertura, o encontro é embalado como “Irã na Copa 2026: Técnico desabafa com Infantino sobre injustiça”. Mas, na visão iraniana, a solidariedade da Fifa não impede que o “anfitrião nos tire a humanidade e a alegria”.

Oposição: do gramado ao “tapetão” político

A crítica mais dura vem de veículos alinhados à oposição, que falam em operação coordenada para desgastar o Irã “no tapetão” e acusam até a transmissão oficial de tentar “derrubada do Irã” ao rebaixar a vibração da torcida e ignorar protestos e faixas sobre vítimas de bombardeios.

No papel, é Copa do Mundo. Na prática, um jogo em que geopolítica, TV e controle migratório disputam o placar com a bola.

https://resumosbrasil.com/stories/019ed26b-4616-3ea1-72f0-252b56277cae

Write a comment