Messi marca três gols, quebra recordes e Argentina vence na estreia da Copa
Messi marca três gols, quebra recordes e Argentina vence na estreia da Copa Lionel Messi transformou a estreia da Argentina na Copa em culto ao génio… e em caso de polícia esportiva. Entre hat-trick, lágrimas e recordes, o camisa 10 dividiu o mundo entre quem só quer ver o show e quem enxerga um “escândalo” de arbitragem.
De um lado, a consagração estatística: Messi iguala Miroslav Klose como maior artilheiro da história das Copas e ainda quebra marcas como gols de fora da área e participações diretas em gols. Supera até um recorde de Rivellino que o próprio brasileiro nem sabia que existia e passa Pelé em participações em tentos em Mundiais, ainda que perca na média. Klose, longe de reclamar, havia “previsto” e desejado que fosse justamente o argentino a derrubá-lo do topo, chamando-o de “gênio”.
A própria imprensa se rende: a edição impressa de O Globo foi “desmontada” pelos três gols que atropelaram todos os planos de capa, enquanto os dados mostram uma Argentina inteira organizada para potencializar o seu craque, que concentrou a maioria dos chutes e ações na área. Nas redes, o resumo da sensação global cabe em duas linhas: “Messi é Messi…” e “Como deve ser bom ter um Messi”.
Do outro lado, a fúria argelina. A imprensa do país descreve o pisão em Aïssa Mandi como “falta grosseira” que mudou o rumo do jogo e fala em “um escândalo retumbante” pelo vermelho não mostrado. Milton Neves vai na mesma linha ao dizer que Messi “deveria ter sido expulso” e que desfrutou do mesmo privilégio histórico dado a Garrincha em 1962, quando o espetáculo pesou mais que o regulamento.
O próprio Messi, porém, tenta minimizar o culto às marcas — “são estatísticas e nada mais” — enquanto chora por um drama pessoal: o pai hospitalizado e em estado “muito delicado”. Scaloni, emocionado, o define como “o melhor jogador” que já viu e diz que é preciso “aproveitar até que ele diga que não joga mais”, ao mesmo tempo em que confessa torcer pelo Brasil quando a Argentina não está em campo.
No fim, a estreia deixa uma pergunta incômoda: até onde o futebol está disposto a ir para manter seus deuses em campo? Entre o brilho que derruba capas e recordes, e a revolta de quem se sente roubado, a Copa já tem seu enredo: Messi contra o mundo — ou com o mundo, desde que o árbitro colabore.
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