Alemanha vence Costa do Marfim de virada com dois gols de Deniz Undav
Alemanha vence Costa do Marfim de virada com dois gols de Deniz Undav A virada da Alemanha sobre a Costa do Marfim foi mais do que um 2 a 1 dramático em Toronto: virou plebiscito sobre Undav, teste de caráter para a velha Alemanha de Neuer e motivo de bronca marfinense sobre fair play.
De um lado, a imprensa alemã e parte da mídia internacional tratam o jogo como confirmação de retorno ao clube das potências. A seleção “vira nos acréscimos, vence Costa do Marfim e vai ao mata-mata” pela primeira vez desde 2014, com a vitória “de virada, por 2 a 1”, garantindo a classificação antecipada em um grupo que começou com 7 a 1 sobre Curaçao. Para esses veículos, a narrativa é de renascimento: Undav é apresentado como “trunfo do banco e artilheiro da Alemanha na Copa”, com três gols e números de centroavante de elite, a própria partida é enquadrada como “Alemanha 2 x 1 Costa do Marfim” em tom de ficha técnica do inevitável, e os gols geram até enxurrada de memes, a ponto de o ge resumir a noite como “Web explode em memes com nome do artilheiro alemão: ‘Papo de Undav’”.
Do outro lado, a análise crítica não perdoa o sufoco. A Revista Fórum chama Undav de “patinho feio” e lembra que é a “primeira vez em 12 anos” no mata-mata, apontando que Nagelsmann já disse que o centroavante “não fez nada além do gol” em amistoso anterior. Comentando o jogo, Renan Teixeira crava que “a Costa do Marfim vacilou; teve chance de matar o jogo”, enquanto Juca Kfouri enfatiza que “Costa do Marfim assusta e a Alemanha vira”, desmontando a ideia de passeio europeu.
Do lado africano, a ferida é outra: ética. O técnico Emerse Faé reclama da “falta de fair play” alemã em lance com Singo lesionado e pede “humildade” ao jovem Nathaniel Brown, apesar de admitir que “a Alemanha não roubou a vitória”.
Enquanto isso, a máquina de mitos alemã segue girando. Neuer bate recorde de goleiro com mais jogos em Copas, Undav “desbanca Messi” na corrida da Chuteira de Ouro e já tem início pela seleção melhor do que o de Klose. Jornais locais “agradecem” Nagelsmann por ouvir a torcida e colocar o artilheiro, e outra análise resume: a Alemanha “vence de virada” e “confirma o favoritismo” no grupo.
No papel, é a velha Alemanha de volta. Em campo, por enquanto, é a Alemanha de Undav – tão decisiva quanto contestada.
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