Advogado teria proposto a André Mendonça delação seletiva para poupar ministros do STF

O ministro André Mendonça, do STF, relatou ter recebido uma proposta de um advogado para uma delação premiada seletiva que pouparia outros ministros da Corte. Segundo os relatos, Mendonça rechaçou a oferta, o que teria gerado insatisfação e um clima de "fúria" no magistrado.
Advogado teria proposto a André Mendonça delação seletiva para poupar ministros do STF

Advogado teria proposto a André Mendonça delação seletiva para poupar ministros do STF Um ministro do Supremo furioso com uma proposta de delação “sob medida” expõe um racha raro dentro da própria Corte — e vira munição imediata para governistas e oposição em plena guerra de narrativas.

O que aconteceu

Segundo revelou a coluna de Carla Araújo, o advogado Roberto Podval propôs ao ministro André Mendonça uma “delação selecionada”, com o objetivo de “poupar ministros do STF” no escândalo do banco Master. A sugestão teria sido feita em reunião presencial, com a lógica de evitar “mais desgastes ao Supremo”.

Mendonça reagiu com dureza. Em sessão da Segunda Turma, disse ter recebido a proposta de “delação seletiva” e cravou: “Não faço questão de delação, agora, delação seletiva comigo, não”.

Como a mídia governista enquadra o caso

Na versão governista, o foco está na gravidade institucional: um advogado tentando “blindar” ministros do STF em meio a uma investigação sensível, e um relator que rejeita qualquer arranjo que limite o alcance das apurações. O episódio é tratado como sintoma de um sistema em que, diante da pressão, ainda há quem tente negociar os termos da verdade — e de um ministro que se recusa a jogar esse jogo.

Como a oposição explora a crise

Já nos veículos alinhados à oposição, a história ganha tom de “bomba” e de escândalo de bastidores. O Jornal da Cidade Online destaca que vazou a “proposta” que “revoltou” Mendonça e fala abertamente em “blindagem ao STF”. Em outro texto, descreve que a manobra para poupar ministros despertou a “fúria” do magistrado, transformando o caso em prova de suposto corporativismo dentro da Corte.

Se, de um lado, governistas vendem Mendonça como guardião da integridade da investigação, de outro, oposicionistas usam o episódio para pintar o STF como um tribunal cercado de tentativas de auto-proteção. O mesmo fato, duas leituras — e um Supremo ainda mais exposto ao fogo cruzado político.

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