Lionel Messi torna-se o maior artilheiro da história das Copas do Mundo

Lionel Messi marcou dois gols na vitória da Argentina sobre a Áustria, alcançando um total de 18 gols em Copas do Mundo e ultrapassando o alemão Miroslav Klose como o maior artilheiro da história do torneio. Apesar de perder um pênalti no mesmo jogo, o feito histórico garantiu a classificação da Argentina para a próxima fase.
Lionel Messi torna-se o maior artilheiro da história das Copas do Mundo

Lionel Messi torna-se o maior artilheiro da história das Copas do Mundo Lionel Messi perdeu um pênalti, bateu o recorde de pênaltis desperdiçados em Copas… e, minutos depois, virou o maior artilheiro da história dos Mundiais, carregando a Argentina às oitavas. Drama, estatística feia e genialidade no mesmo pacote.

O lado da consagração

Nos veículos mais alinhados ao establishment esportivo, o tom é de coroação. Messi “se tornou o maior artilheiro da história da Copa do Mundo” ao chegar a 18 gols, deixando Miroslav Klose, Ronaldo e companhia para trás. A façanha é esmiuçada em rankings: ele supera não só Klose entre os homens, mas também Marta, agora com um gol a mais que a rainha brasileira. Há vídeos celebrando “todos os 18 gols de Messi em Copas do Mundo” e colunistas que decretam que as comparações com Maradona “ficam parecendo cada vez mais descabidas”, defendendo que Messi é maior “por qualquer ângulo que se olhe”.

Essa narrativa pinta a vitória sobre a Áustria como epopeia: pênalti perdido, dois gols, classificação assegurada e mais um punhado de recordes — maior goleador das Copas, mais vitórias em Mundiais e sexto torneio disputado.

O lado da ferida exposta

Na imprensa mais crítica, o frame muda. Sim, “Messi faz história e se torna o maior artilheiro de todas as Copas”, mas a Argentina “segue excessivamente dependente de Messi”, incapaz de transformar domínio em gol sem o camisa 10. O pênalti perdido vira sintoma: ele é “o primeiro jogador da história a perder pênaltis em três Copas diferentes” e já ostenta o incômodo recorde de mais penalidades desperdiçadas em Mundiais.

Outros oposicionistas exploram o tropeço como espetáculo — “Algo inesperado acaba de acontecer com o craque Lionel Messi” — para, em seguida, admitir que o argentino “logo em seguida ‘desencanta’” e decide o jogo.

Entre hater, meme e mito

A reação global sintetiza o contraste. Um influencer fã de Cristiano Ronaldo comemora o pênalti perdido com direito a mortal na arquibancada, mas precisa engolir dois gols históricos logo depois. Do outro lado, a internet pergunta “Pai, quem foi Lionel Messi?” enquanto transforma o novo recorde em enxurrada de memes reverenciais.

No fim, todos enxergam o mesmo jogo: um time que ainda vive de um só homem — e um homem que, aos 38 anos, ainda é capaz de reescrever sozinho a história da Copa.

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