Desistências de Paulo Serra e Kim Kataguiri acirram disputa entre Tarcísio e Haddad em SP
Desistências de Paulo Serra e Kim Kataguiri acirram disputa entre Tarcísio e Haddad em SP A eleição paulista ganhou roteiro de ringue: com as saídas de Paulo Serra e Kim Kataguiri, o tabuleiro foi empurrado para um mano a mano entre Tarcísio de Freitas e Fernando Haddad – e, desta vez, com forte cheiro de decisão já no primeiro turno.
De um lado, analistas mais próximos ao campo de oposição veem um pleito praticamente pavimentado para o governador. A Gazeta do Povo fala em “duelo único” entre Tarcísio e Haddad e destaca pesquisas em que, sem Kim e com Serra em cena, o governador encosta em 50% das intenções de voto, suficiente para liquidar a fatura antecipadamente, dentro da margem de erro. Já a Revista Oeste descreve um PSDB sem “plano B” e inclinado a apoiar formalmente a reeleição de Tarcísio, enquanto outra ala tucana tenta empurrar o partido para a neutralidade, descartando qualquer apoio a Haddad.
Ao mesmo tempo, figuras da direita ironizam o derretimento tucano: “Estou chocado! O PSDB tinha um candidato em SP?!?!”, provoca Rodrigo Constantino, associando o esvaziamento do partido à migração para o PSD de Kassab.
Do outro lado, veículos alinhados ao governo federal reconhecem que as desistências “fazem o jogo” de Tarcísio, mas levantam a suspeita de engenharia política para tentar matar o pleito no primeiro turno. Altamiro Borges avalia que a retirada de Kim e Serra reduz a dispersão no campo da direita e pode integrar uma estratégia para “resolver a eleição ainda no primeiro turno” em favor do governador.
Já o g1 enfatiza o caráter inédito da polarização: a tendência é uma disputa só entre Republicanos e PT, sem uma terceira via competitiva, algo que não ocorre desde 1982. Especialistas ouvidos pelo portal projetam alta probabilidade de definição no primeiro turno e alertam para o risco de nacionalização do debate, deixando os problemas específicos de São Paulo em segundo plano. Nesse vácuo, Márcio França surge como opção de “terceiro homem” para forçar um segundo turno e testar se a polarização é destino inevitável ou só um arranjo de ocasião.
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