Cristiano Ronaldo marca dois, quebra recorde e Portugal goleia o Uzbequistão

Com dois gols de Cristiano Ronaldo, Portugal goleou o Uzbequistão por 5 a 0 na Copa do Mundo. Aos 41 anos, o atacante se tornou o primeiro jogador na história a marcar em seis edições diferentes do torneio. Nuno Mendes, um gol contra e Rafael Leão completaram o placar para a seleção portuguesa.
Cristiano Ronaldo marca dois, quebra recorde e Portugal goleia o Uzbequistão

Cristiano Ronaldo marca dois, quebra recorde e Portugal goleia o Uzbequistão Cristiano Ronaldo não apenas calou as dúvidas: aos 41 anos, transformou um jogo morno de fase de grupos em manifesto pessoal de sobrevivência esportiva, ao anotar dois gols na goleada de 5 a 0 de Portugal sobre o Uzbequistão e cravar um recorde inédito em Copas.

O coro pró-CR7: “não acabou”

Na imprensa alinhada ao entusiasmo com o veterano, o tom é de reentrada triunfal. Milton Neves sentencia que “faltava ele” para a Copa ganhar seu elenco completo de astros, com Cristiano “entrando de vez na Copa” após a atuação em Houston. Casagrande descreve o jogo como um “olá, Copa do Mundo” de quem fora muito mal na estreia, mas se reapresenta com dois gols e papel central em uma geração portuguesa “super‑talentosa”. Mauro Cezar lê na goleada “sinais de que… não acabou”, lembrando que o artilheiro vinha de seca longa e de ter virado reserva em 2022.

Os números alimentam a narrativa: Cristiano é o primeiro a marcar em seis Copas, chega a 10 gols em Mundiais e supera Eusébio como maior artilheiro de Portugal no torneio, além de virar o segundo jogador mais velho a marcar em Copas, atrás apenas de Roger Milla. A imprensa esportiva fala em “recorde em 6 Copas e artilharia de Portugal” e em Portugal “goleando com show de Cristiano”.

O outro lado: reação necessária, dúvidas suspensas, não enterradas

Na oposição, o enquadramento é menos devocional e mais contextual. A Revista Fórum fala em “resposta” obrigatória após a “atuação apagada” e o empate frustrante contra a RD Congo, destacando que a goleada recoloca a candidatura portuguesa “nos trilhos”, mas só “dissipa, ao menos momentaneamente, as dúvidas”. A marca de CR7 é tratada como extraordinária — “algo surreal acontece” ao se tornar o primeiro a marcar em seis Copas —, mas sublinhada como parte de uma Copa inflacionada de estrelas, com Messi, Mbappé, Haaland e Vini Jr também empilhando gols.

Mesmo em veículos críticos ao governo, há convergência em reconhecer a dimensão histórica: Cristiano “bate recorde histórico na Copa do Mundo”, aos 41 anos, tornando‑se também o segundo mais velho a marcar e assumindo a liderança isolada entre os portugueses em Mundiais.

Entre o mito e o humano

O próprio camisa 7 alimenta o drama: falou em “semana difícil, semana escura” em que “parecia que já estava aposentado”, mas disse ter “aguentado” confiando no trabalho. Fabio Cannavaro, técnico do Uzbequistão e ex-Bola de Ouro, completou o elogio pedindo que ele “não se aposente ainda” e siga jogando “mais uns anos”.

Se a ala entusiasmada vê renascimento épico e a oposição enxerga sobretudo uma reação necessária em um Mundial inchado, ambos concordam em algo raro: em 2026, Cristiano Ronaldo ainda é impossível de ignorar.

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