Flávio Bolsonaro solicita participação em audiência nos EUA contra tarifas ao Brasil

O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro, solicitou formalmente para participar de uma audiência pública do Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) para se opor à imposição de tarifas sobre produtos brasileiros. Ele argumenta que a medida prejudicaria produtores de ambos os países.
Flávio Bolsonaro solicita participação em audiência nos EUA contra tarifas ao Brasil

Flávio Bolsonaro solicita participação em audiência nos EUA contra tarifas ao Brasil Flávio Bolsonaro transformou uma audiência técnica em Washington em palanque eleitoral à distância de Brasília: de um lado, ele se vende como defensor do Brasil contra o “tarifaço” americano; do outro, o governo Lula aposta na diplomacia discreta – e ambos acusam o rival de sabotar o país.

A cena principal é a audiência do USTR, que avalia sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros sob a Seção 301 da lei de comércio dos EUA. Flávio pediu cinco minutos para falar, apresentando-se como “pré-candidato à Presidência” e “figura proeminente da oposição parlamentar”, prometendo provar que as tarifas “beneficiariam o governo Lula e prejudicariam produtores de ambos os países”.

Oposição: Flávio herói, Lula omisso

Na imprensa simpática à oposição, o enredo é épico: “Flávio vai aos EUA para defender Pix e barrar tarifas” e “articula nos EUA contra tarifas”. Comentadores bolsonaristas martelam que “o prazo para a inscrição se encerrou hoje e o governo do Lula não se apresentou para a contestação”. Eduardo Bolsonaro inflama a narrativa: “FLÁVIO CRUZARÁ O OCEANO PARA DEFENDER PIX E CONTRA A TARIFA… Lula não fez nada, esperou o prazo acabar e não inscreveu ninguém para defender o Brasil”.

Campo governista: cálculo eleitoral e diplomacia

Já a cobertura alinhada ao governo descreve um movimento mais tático do senador. Flávio quer pedir que o governo Trump “suspenda até depois das eleições o processo” de novas tarifas, enquanto seu coordenador de campanha, Rogério Marinho, acusa Lula de torcer pelo tarifaço para explorá‑lo politicamente. A mesma coluna registra a defesa do Itamaraty: o governo estaria atuando “pelos canais diplomáticos tradicionais” para evitar as sanções.

Outra reportagem lembra que Flávio afirma defender “melhor os interesses do país do que o presidente Lula” e promete “uma solução construtiva e negociada”, classificando o aumento como “contraproducente”. Ao fundo, pesa o histórico: Washington já aplicou tarifas punitivas de 40% em 2025, após Trump chamar o julgamento de Jair Bolsonaro de “caça às bruxas”.

No fim, tanto governo quanto oposição dizem proteger o Brasil – mas um faz barulho na audiência pública, o outro jura trabalhar nos bastidores. A conta política desse jogo de tarifas chegará às urnas antes de chegar aos exportadores.

https://resumosbrasil.com/stories/019ef7c2-7487-23b9-71c3-0e7ea62f1780

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