Costa do Marfim vence Curaçao e se classifica pela primeira vez no mata-mata da Copa

Com dois gols de Nicolas Pépé, a Costa do Marfim venceu Curaçao por 2 a 0 e garantiu sua classificação inédita para a fase de mata-mata da Copa do Mundo. A seleção africana terminou em segundo lugar no Grupo E, conquistando um feito histórico em sua quarta participação no torneio.
Costa do Marfim vence Curaçao e se classifica pela primeira vez no mata-mata da Copa

Costa do Marfim vence Curaçao e se classifica pela primeira vez no mata-mata da Copa A Costa do Marfim finalmente atravessou a porta que sempre parecia trancada: está no mata-mata da Copa pela primeira vez. O 2 a 0 sobre Curaçao não foi apenas mais uma vitória de fase de grupos, foi um acerto de contas com três eliminações seguidas e a chance real de entrar definitivamente no mapa das seleções grandes.

De um lado, a imprensa mais governista pinta um quadro quase de conto de fadas esportivo. Fala em “faz história com vaga inédita no mata-mata da Copa” e destaca o peso simbólico da quarta participação finalmente render algo além da volta precoce para casa. O tom é de celebração institucional: a Costa do Marfim “confirmou sua classificação para a fase eliminatória” com uma atuação “eficiente”, mesmo sem grande volume ofensivo, e agora “avança no caminho do Brasil”, abrindo um potencial duelo midiático contra a seleção mais midiática do torneio.

Outro eixo governista insiste na narrativa da ascensão controlada: vitória sólida, 2 a 0, Nicolas Pépé resolvendo o jogo com dois chutes certeiros, classificação em segundo lugar e cruzamento com França ou Noruega, tudo embalado pela festa no vestiário e por um gol que “repercutiu na web”. É a seleção que se profissionaliza, organiza-se taticamente, administra o resultado.

Já a leitura da oposição prefere a metáfora da redenção. “Finalmente, a Costa do Marfim supera maldição”, crava a análise, lembrando que os Elefantes caíram três vezes em grupos da morte e sempre voltaram de mãos abanando. A vitória sobre Curaçao é apresentada como exorcismo: Pépé iguala Didier Drogba em gols em Copas, a equipe empata em pontos com a Alemanha e se livra, simbolicamente, do estigma de geração azarada.

No fim, todos concordam em algo raro: seja como projeto nacional turbinado, seja como conto de superação contra a “maldição”, a Costa do Marfim chega ao mata-mata maior do que entrou — e com moral suficiente para incomodar qualquer grande, inclusive o Brasil.

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