Haddad confirma Márcio França como vice em chapa para o governo de SP
Haddad confirma Márcio França como vice em chapa para o governo de SP Fernando Haddad fechou, enfim, a sua chapa em São Paulo. Mas o movimento, pensado para ampliar, escancara também o limite do alcance petista num estado dominado pelo bolsonarismo de Tarcísio de Freitas.
De um lado, o campo governista vende o pacote como continuidade da fórmula que levou Lula de volta ao Planalto. CartaCapital resume: “Haddad não atrai frente ampla, terá França na vice e reeditará dobradinha com o PSB”. A ideia é repetir nacionalmente e em SP o arranjo PT‑PSB, com Márcio França na vice e uma coligação “majoritariamente progressista” em torno de Lula e Haddad. O Vermelho destaca que a escolha atende a uma “diretriz de fortalecimento da chapa acompanhada diretamente pelo presidente Lula” e mira “somar forças do campo progressista e de setores do centro democrático” para enfrentar Tarcísio.
Na prática, porém, a tal “frente ampla” é curta. Enquanto Haddad amarra o PSB e nomes simbólicos como Marina Silva e Simone Tebet para o Senado, Tarcísio articula um bloco robusto com PSD, MDB, PL, União Brasil‑PP e até PSDB, formando “volumosa aliança” pró‑reeleição.
A oposição lê esse xadrez como um rearranjo interno da esquerda, não como avanço. A Revista Oeste descreve que França aceitou a vice após “meses de negociações” costuradas por Lula e Alckmin, depois de resistir e cogitar o Senado ou nova candidatura própria. A Gazeta do Povo fala em “fechar chapa da esquerda em SP” com França de vice, Marina e Tebet ao Senado, enquanto, do outro lado, Tarcísio mantém Felício Ramuth e escala André do Prado e Guilherme Derrite para o Senado.
No meio disso, a confirmação de Marina e Tebet ao Senado é apresentada por veículos alinhados a Haddad como símbolo de diversidade e renovação, mas, para críticos, apenas reorganiza o mesmo conjunto de peças no mesmo tabuleiro polarizado.
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