Advogado Rodrigo Pantaleão, que pediu condenação do próprio cliente, é encontrado morto
Advogado Rodrigo Pantaleão, que pediu condenação do próprio cliente, é encontrado morto O corpo do advogado Rodrigo Pantaleão, que virou símbolo de um debate sobre os limites da defesa ao apoiar a condenação do próprio cliente, foi encontrado em casa, em Florianópolis. As causas da morte ainda são um mistério sob forte disputa de narrativas.
De um lado, a cobertura alinhada ao discurso institucional enfatiza o protocolo, a perícia e a prudência. CartaCapital destaca que o corpo foi localizado após moradores denunciarem “um forte odor” vindo do imóvel no bairro Itacorubi, na capital catarinense, e que a causa da morte segue desconhecida. A Folha de S.Paulo reforça que o caso é oficialmente tratado como investigação em andamento pela Polícia Civil.
Os portais UOL vão na mesma linha factual, sublinhando que o defensor, que ficou conhecido por pedir a condenação do próprio cliente em audiência no Tribunal de Justiça de Santa Catarina, foi achado morto dentro de casa e que as “circunstâncias da morte serão esclarecidas por meio dos exames periciais”. Outra reportagem do UOL detalha quem era Pantaleão e relembra a cena em que ele, em alegações finais, “corrobora com as afirmações exaradas pela Promotoria de Justiça”, atitude que levou a juíza a considerar o réu indefeso e a determinar a troca de advogado.
Nesse campo, a OAB-SC aparece como fiadora da institucionalidade: informa que acompanha o caso de perto, exige “apuração célere, rigorosa e transparente” e promete não tolerar omissão “seja qual for o resultado da perícia”.
Do outro lado, a imprensa de oposição ecoa mais o caráter político e o simbolismo do episódio. O Jornal da Cidade Online ressalta que o advogado “ganhou repercussão nacional” ao defender a condenação do próprio cliente e prioriza o impacto público do ato judicial em vez de detalhes técnicos da investigação.
Em comum, todos os lados exploram o elo entre a morte e o gesto incomum na audiência. A divergência está no volume: enquanto veículos tradicionais blindam a apuração atrás de cautela e notas oficiais, a mídia de oposição amplia o tom dramático e político de um caso em que, por ora, a única certeza é a de que as respostas ainda não chegaram.
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