O derradeiro humanista
O filósofo Edgar Morin rejeitava todo tipo de nacionalismo e xenofobia
O derradeiro humanista Edgar Morin, um renomado intelectual francês e pensador da complexidade, faleceu aos 104 anos, conhecido por sua rejeição a todo tipo de nacionalismo e xenofobia. Ao longo de sua vasta obra, Morin explorou a interconexão de saberes, a dinâmica do conflito e da união, e defendeu a cidadania global e a proteção do meio ambiente. Sua vida, marcada por experiências como a Segunda Guerra Mundial e a perda precoce da mãe, influenciou seu pensamento humanista e crítico, que se manteve lúcido até seus últimos dias.
- Edgar Morin, filósofo e pensador da complexidade, faleceu aos 104 anos, rejeitando nacionalismo e xenofobia.
- Defendia a cidadania da Terra-Pátria e se via como cidadão do mundo, igual a todo ser humano.
- Sua obra “La Méthode” expõe seu pensamento da complexidade, analisando conflitos entre forças de união e destruição.
- Morin abordou temas como cinema, filosofia, política e sociologia em cerca de 70 livros.
- Engajou-se em causas humanitárias, apoiando o cacique Raoni e participando de um “tribunal moral para os crimes contra a natureza”.
- Foi um intelectual marginalizado nos meios acadêmicos franceses por décadas, mas admirado na América Latina.
- Participou da Resistência Francesa durante a Segunda Guerra Mundial, adotando o codinome Morin.
- Crítico ao stalinismo, foi expulso do Partido Comunista Francês em 1951.
- Analisou o conflito Israel-Palestina em artigo de 2002, criticando a “falsa simetria” na mídia e defendendo o direito dos oprimidos.
- Foi processado e absolvido de acusações de antissemitismo, mantendo sua defesa do Direito Internacional e da paz na região. https://www.cartacapital.com.br/cultura/o-derradeiro-humanista/
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