A universidade sitiada

A extrema-direita e o desmonte da utopia latino-americana
A universidade sitiada

A universidade sitiada A recente greve nas universidades paulistas reflete uma disputa pelo significado histórico da universidade pública brasileira, ameaçada por um projeto de desmonte que a esvazia de sua função social e democrática. Essa deslegitimação, impulsionada por think tanks liberais e discursos de extrema-direita, visa transformar a universidade em um espaço de doutrinação e em prestadora de serviços, em oposição à sua concepção como bem público formador de cidadãos e produtor de conhecimento crítico. A luta atual, ecoando os movimentos históricos por uma universidade democrática e inclusiva, contrapõe-se a um modelo neoliberal e autoritário a serviço do mercado e do capital.

  • Greves em universidades paulistas revelam disputa pelo significado histórico da universidade pública brasileira.
  • Há um processo de esvaziamento da função social da universidade, marcado pela pressão por produtividade e financeirização.
  • Think tanks liberais difundem a ideia de que universidades são espaços de doutrinação esquerdista.
  • A transformação no perfil dos estudantes, com maior acesso de jovens negros, intensifica a crítica ao modelo universitário público por elites.
  • O ataque às universidades é parte de projetos político-ideológicos e contribui para a crise democrática.
  • Conflito entre a universidade como bem público formador e a universidade ‘operacional’ neoliberal.
  • Lutas históricas por uma universidade democrática, inclusiva e comprometida com as necessidades sociais são resgatadas. https://www.cartacapital.com.br/politica/a-universidade-sitiada/
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