Crescimento para poucos: a armadilha do capitalismo
Cientista político, ex-ministro da Ciência e Tecnologia e ex-presidente do PSB. Autor de História do presente- conciliação, desigualdade e desafios (Editora Expressão Popular e Books Kindle)
Crescimento para poucos: a armadilha do capitalismo A desigualdade social é uma decisão política ligada ao projeto de país, e o crescimento econômico não a altera intrinsecamente, podendo até promovê-la devido à lógica de acumulação capitalista. A concentração de renda é uma consequência irrecorrível do capitalismo, agravada pelo desenvolvimento tecnológico que poupa mão de obra e pela financeirização da economia. A classe dominante brasileira optou por um sistema que sustenta essa concentração, com elites econômicas reproduzindo padrões de consumo de países centrais, resultando em disparidades significativas na distribuição de renda.
- O crescimento econômico, por si só, não altera a estrutura distributiva e pode até promover a concentração de renda.
- A concentração da riqueza é uma consequência irrecorrível da lógica de acumulação do capitalismo.
- O desenvolvimento científico e tecnológico, especialmente a quarta revolução industrial, reforça a concentração de renda ao poupar mão de obra.
- A financeirização da economia subordina as economias nacionais à lógica da valorização financeira, priorizando o valor para o acionista.
- A desigualdade social é uma decisão política ligada ao projeto de país e a escolhas da classe dominante.
- A globalização capitalista, sob o neoliberalismo, com desregulamentação e liberalização financeira, agrava a desigualdade.
- A fragilidade dos sindicatos altera a correlação de forças e interfere no processo político, favorecendo a expansão e concentração do capital.
- A desigualdade não é uma disfunção do capitalismo, mas sua consequência lógica, acelerada pela revolução tecnológica. https://www.cartacapital.com.br/opiniao/crescimento-para-poucos-a-armadilha-do-capitalismo/
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