O “bom selvagem” está de volta
O mito do bom selvagem, que começou a florescer no terreno fértil da França iluminista e antirreligiosa, está de volta graças ao ambientalismo.
O “bom selvagem” está de volta O Sínodo da Amazônia em 2019 marcou um retorno do mito do “bom selvagem”, uma idealização de povos indígenas como puros e inocentes, em contraste com a corrupção da civilização ocidental. Essa noção, que floresceu na França iluminista, reemerge hoje no ativismo ecológico, que condena a modernidade e vê nos indígenas um modelo de vida em harmonia com a natureza. O artigo argumenta que tanto o mito do “bom selvagem” quanto o do “selvagem urbano” são generalizações simplistas, e que a teologia cristã oferece uma visão mais equilibrada da natureza humana, inerentemente boa mas decaída pelo pecado.
- O Sínodo da Amazônia de 2019 é visto como um ressurgimento do mito do “bom selvagem”, uma ideia com 500 anos.
- O mito surgiu como uma crítica à civilização europeia, contrastando a pureza indígena com a barbárie ocidental.
- A versão contemporânea do mito é promovida por ativistas ecológicos que veem a cultura ocidental moderna como destrutiva e os povos indígenas como um modelo de harmonia com a natureza.
- O artigo critica essa visão, argumentando que tanto “bom selvagem” quanto “selvagem urbano” são generalizações simplistas, e que a natureza humana é complexa, possuindo tanto potencial para o bem quanto para o mal.
- A teologia cristã é apresentada como uma perspectiva que reconhece a bondade inerente criada por Deus, mas também a perda dessa bondade original pelo pecado, oferecendo redenção para todos os seres humanos, independentemente de sua origem cultural. https://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/artigos/mito-bom-selvagem-amazonia-ambientalismo/
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