A outra Marilyn Monroe: cem anos de um símbolo sexual que lia Marx e Mao
Homenagem dos comunistas britânicos resgata uma Marilyn com sensibilidade política forjada na linha de montagem e com simpatia por autores e experiências socialistas
A outra Marilyn Monroe: cem anos de um símbolo sexual que lia Marx e Mao A atriz Marilyn Monroe, cujo centenário seria celebrado em 1º de junho, é revisitada além de sua imagem de “sex symbol”. Sua origem proletária, interesse por Karl Marx e pela Revolução Chinesa, e sua solidariedade a vítimas do racismo e do macarthismo são destacados. A homenagem do Partido Comunista britânico resgata uma figura mais complexa, que lutou contra a exploração de classe e a violência patriarcal, desafiando a versão bidimensional construída por Hollywood.
- Marilyn Monroe completaria cem anos, conhecida como Norma Jeane Mortenson.
- Hollywood a transformou em um “sex symbol” aprisionado em papéis sensuais e ingênuos.
- O Partido Comunista da Grã-Bretanha a homenageou como “intelectual” e “camarada”, destacando sua origem proletária e interesse por Marx.
- A atriz demonstrava simpatia por autores e experiências socialistas, defendia direitos civis e igualdade racial.
- O FBI a vigiou devido a suspeitas de laços com comunistas, mas não encontrou evidências de vínculo formal.
- Marilyn agiu contra a segregação racial ao garantir shows para Ella Fitzgerald no clube Mocambo.
- Ela apoiou o dramaturgo Arthur Miller durante investigações anticomunistas, arriscando sua carreira.
- A atriz lutou por maior controle de sua carreira, criando sua própria produtora, mas foi vista como insubordinada.
- Homenagens recentes buscam resgatar uma Marilyn mais complexa e política, além da caricatura construída por Hollywood. https://vermelho.org.br/2026/06/03/a-outra-marilyn-monroe-cem-anos-de-um-simbolo-sexual-que-lia-marx-e-mao/
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