Como é ser analfabeta na China
Por Iara Vidal - Eu tenho 52 anos. Sou jornalista. Escrevo há décadas. Vivo das palavras. E, aqui na China, sou uma analfabeta. Não analfabeta em sentido figurado. Analfabeta mesmo.
Como é ser analfabeta na China A autora, jornalista há décadas, relata a sensação de analfabetismo ao se mudar para a China e iniciar o aprendizado do mandarim, contrastando a experiência com a fluidez que tinha em português. Ela reflete sobre como a linguagem molda o pensamento, citando estudos que demonstram que diferentes idiomas criam arquiteturas mentais distintas e influenciam a percepção da realidade. A experiência a fez perceber que aprender uma nova língua é reconfigurar a forma de pensar e organizar o mundo.
- A autora se sente analfabeta na China por não dominar o mandarim, apesar de ser jornalista e viver de palavras.
- A dificuldade de comunicação a fez refletir sobre a exclusão e a importância da inclusão digital.
- A linguagem molda o pensamento e a forma como percebemos a realidade, como exemplificado por comunidades que usam direções cardeais em vez de direita/esquerda.
- O português brasileiro, com suas nuances e construções de frases longas, contrasta com a estrutura do chinês, onde o contexto e os tons são cruciais.
- A experiência de ser estrangeira e ter as ferramentas da linguagem materna retiradas força uma nova perspectiva sobre a relação entre pensamento e linguagem. https://www.brasil247.com/blog/como-e-ser-analfabeta-na-china
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