'Aos dez anos, me preparava para ser prisioneira política': Marjane Satrapi, a autora que retratou transformação do Irã sob a Revolução Islâmica
Com sua obra autobiográfica "Persépolis", Satrapi conquistou a atenção internacional e alcançou aclamação mundial. A graphic novel narra a repressão política durante a era do xá Reza Pahlevi —que foi xá do Irã de 1941 a 1979—, bem como os sombrios e dolorosos primeiros anos da República Islâmica, após a Revolução Iraniana de 1979.
‘Aos dez anos, me preparava para ser prisioneira política’: Marjane Satrapi, a autora que retratou transformação do Irã sob a Revolução Islâmica Marjane Satrapi, autora de “Persépolis”, ganhou reconhecimento internacional por sua obra que narra a repressão política no Irã e os primeiros anos da República Islâmica. Nascida em uma família de esquerda, sua vida foi moldada pela política iraniana, culminando em exílio e na criação de uma obra universal que desafia estereótipos. Satrapi também se dedicou a obras como “Bordados” e “Frango com Ameixas”, além de dirigir filmes, e foi uma voz ativa no movimento “Mulher, Vida, Liberdade”.
- Marjane Satrapi, autora de “Persépolis”, narrou a repressão política no Irã e a ascensão da República Islâmica.
- Sua obra autobiográfica em quadrinhos “Persépolis” alcançou aclamação mundial e foi adaptada para o cinema.
- Satrapi nasceu em 22 de novembro de 1969, em Rasht, Irã, em uma família com visões políticas de esquerda.
- Sua infância e adolescência foram marcadas pela Revolução Iraniana, aumento das restrições às liberdades e a execução de seu tio Anoosh.
- Após exílio em Viena, retornou ao Irã, estudou Comunicação Visual e mudou-se para a França em 1994, onde desenvolveu sua carreira artística.
- “Persépolis” utiliza um estilo visual simples em preto e branco para retratar a complexidade da sociedade iraniana e as consequências pessoais e políticas da ascensão do Aiatolá Khomeini.
- A obra também aborda a Guerra Irã-Iraque e a resistência cotidiana dos jovens iranianos.
- Satrapi também é autora de “Bordados” e “Frango com Ameixas”, explorando a esfera da vida privada e as relações humanas.
- Dirigiu filmes como “Persépolis” (animação), “Frango com Ameixas” e “Radioactive” (sobre Marie Curie).
- Tornou-se figura proeminente no movimento “Mulher, Vida, Liberdade” com a graphic novel homônima.
- Satrapi recusou a Legião de Honra em 2024, criticando a política francesa em relação ao Irã.
- Seu legado reside no uso de histórias pessoais para desafiar visões simplistas do Irã e de seu povo, utilizando as histórias em quadrinhos como ferramentas de memória e resistência. https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2026/06/aos-10-anos-me-preparava-para-ser-prisioneira-politica-marjane-satrapi-a-autora-que-retratou-transformacao-do-ira-sob-a-revolucao-islamica.shtml
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