Comentários sobre jovem morta em salto de rope jump repetem padrão de misoginia, dizem especialistas
"Se juntar direitinho peças dá para se divertir ainda." "Vou fazer concurso para o IML." "Infelizmente era linda, se fosse mulher feia seria menos triste, na verdade engraçadíssimo, mas enfim tragédia." Esses são alguns dos posts feitos na rede social X, o antigo Twitter, em reação à morte de Maria Eduarda Rodrigues Freitas, uma jovem de 21 anos que morreu após ser arremessada de uma ponte sem cordas de segurança em Limeira, no interior de São Paulo, num salto de rope jump.
Comentários sobre jovem morta em salto de rope jump repetem padrão de misoginia, dizem especialistas Comentários misóginos na rede social X sobre a morte de Maria Eduarda, jovem que faleceu em um salto de rope jump, geraram indignação e pedidos de investigação por parte de deputadas. Especialistas afirmam que a internet amplifica violências e misóginas já existentes, com o anonimato e a busca por atenção online contribuindo para a disseminação de discurso de ódio. O caso evidencia a necessidade de responsabilização das plataformas e a discussão sobre o PL da Misoginia.
- Comentários misóginos na rede social X após a morte de Maria Eduarda em um salto de rope jump levaram a pedidos de investigação.
- Deputadas Erika Hilton e Tabata Amaral protocolaram pedidos para investigar os usuários que fizeram posts ofensivos.
- Especialistas apontam que a internet amplifica violências e misóginas preexistentes, com o anonimato e a lógica da atenção impulsionando o discurso de ódio.
- O caso ocorre em meio à tramitação do PL da Misoginia, que busca equiparar misoginia ao racismo.
- Decisão recente do STF cobra mais proatividade das plataformas de mídias sociais na remoção de comentários ofensivos. https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2026/06/comentarios-sobre-jovem-morta-em-salto-de-rope-jump-repetem-padrao-de-misoginia-dizem-especialistas.shtml
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