Opinião

Doutor em economia por Yale, foi professor da London School of Economics (2004-2010) e é professor titular da FGV EESP
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Opinião O Pix, desenvolvido pelo Banco Central, oferece transações gratuitas e eficientes com custo mínimo. Em contraste, os cartões de crédito, apesar de caros e ineficientes, sobrevivem cobrando altas taxas, beneficiando-se da relutância dos vendedores em cobrar preços diferenciados para não desagradar clientes. Instituições financeiras privadas arcam com custos de infraestrutura e prevenção de fraudes do Pix, mas não cobram diretamente por ele, recuperando custos de outras formas.

  • O Pix é oferecido gratuitamente pelo Banco Central, com custo de processamento inferior a R$ 0,01 por transação, tornando-o extremamente eficiente.
  • Vendedores recebem o valor integral no Pix, enquanto no cartão de crédito pagam taxas significativas às administradoras.
  • A lei de 2017 permite que lojas cobrem preços diferentes para meios de pagamento distintos, mas na prática isso é evitado para não contrariar expectativas dos clientes.
  • Cartões de crédito sobrevivem cobrando altas taxas, aproveitando a necessidade de transparência e a vontade de não chatear o cliente.
  • Instituições financeiras privadas arcam com custos de infraestrutura e prevenção de fraudes do Pix, mas não cobram pelo serviço, podendo ter receitas de outras fontes. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/bernardo-guimaraes/2026/06/o-pix-e-eficiente-o-cartao-e-um-parasita.shtml
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