Marina Saleme reúne em exposição paisagens movediças e evanescentes

A impressão é que tudo está se esvaindo. A montanha, com sua beleza sólida e impenetrável, é apenas um espectro escondido atrás de uma bruma espessa, enquanto as nuvens escorrem do céu como se fossem vítimas da própria leveza. Nas telas de Marina Saleme, o mundo é um lugar movediço e evanescente, uma paisagem tão frágil que parece prestes a desmoronar.
Marina Saleme reúne em exposição paisagens movediças e evanescentes

Marina Saleme reúne em exposição paisagens movediças e evanescentes A exposição “Ralo” de Marina Saleme, na galeria Luisa Strina, apresenta paisagens movediças e evanescentes que refletem a impermanência das coisas e uma dúvida existencial. A artista utiliza cores não convencionais e formas abstratas para criar cenários ambíguos que questionam a ideia de verdade e espelham a instabilidade do mundo contemporâneo. Suas obras, como “O Céu Vai Virar Mar” e “A Montanha Invisível”, abordam o derretimento e a incerteza, com pontes simbolizando relações e conexões.

  • A exposição “Ralo” de Marina Saleme na galeria Luisa Strina, em São Paulo, explora a impermanência e a fragilidade do mundo.
  • As obras de Saleme se caracterizam pelo uso não convencional de cores e formas, misturando o abstrato e o figurativo.
  • A artista questiona a ideia de verdade através da ambiguidade em suas representações de paisagens e elementos como rios e estradas.
  • A instabilidade retratada nas telas de Saleme reflete a crise contemporânea na natureza e na geopolítica.
  • A exposição conta com obras como “O Céu Vai Virar Mar”, “A Montanha Invisível” e “Três Praias”, que evocam temas de derretimento e conexões. https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2026/06/marina-saleme-reune-em-exposicao-paisagens-movedicas-e-evanescentes.shtml
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