45 anos depois, Aids ainda atrai preconceito e mata milhares por ano no Brasil
45 anos depois, Aids ainda atrai preconceito e mata milhares por ano no Brasil A epidemia de Aids, iniciada nos EUA em 1981 e chegada ao Brasil em 1982, completa 45 anos afetando a sociedade brasileira com milhares de diagnósticos e mortes anuais. Avanços no tratamento transformaram a doença em crônica, mas o estigma social persiste como um grande obstáculo à sua eliminação, impedindo debates sérios e o acesso a tratamentos.
O acesso a ferramentas de prevenção como a PrEP e a medicação antirretroviral, que hoje pode ser controlada com um único comprimido diário, ainda é desigual no país, afetando principalmente populações vulneráveis como pessoas pobres, negras e periféricas.
Embora o Brasil tenha registrado em 2024 a menor taxa de mortalidade da série histórica, com queda de 12,8% no número de mortes em relação ao ano anterior, a doença continua a ceifar vidas, especialmente entre homens, pretos e pardos, e pessoas com 60 anos ou mais.
- A epidemia de Aids, que começou nos EUA em 1981, atingiu o Brasil em 1982 e, após 45 anos, ainda causa milhares de mortes anuais no país.
- Tratamentos evoluíram de esquemas complexos e com efeitos colaterais severos para um único comprimido diário, reduzindo a letalidade e permitindo uma vida crônica e com qualidade para os pacientes.
- O estigma social associado ao HIV/Aids permanece como um grande obstáculo, dificultando o acesso à informação, prevenção e tratamento, especialmente para populações vulneráveis.
- A PrEP (profilaxia pré-exposição) reduziu em 99% a chance de infecção e é uma das principais formas de prevenção, mas seu acesso ainda é desigual no Brasil.
- O Brasil registrou em 2024 a menor taxa de mortalidade da série histórica, com queda de 12,8% no número de mortes em relação a 2023.
- O perfil de quem se infecta mudou, com a epidemia voltando a se concentrar em homens, e o aumento de casos entre pretos, pardos e idosos. https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2026/06/45-anos-depois-aids-ainda-atrai-preconceito-e-mata-milhares-por-ano-no-brasil.shtml
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