Opinião

Professora emérita da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, é pesquisadora do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap)
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Opinião A decisão do governo Trump de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas impõe sanções financeiras, penais e migratórias, transformando o combate a essas facções em uma questão de segurança nacional dos EUA. Especialistas divergem sobre o impacto na cooperação policial e no setor financeiro, mas o artigo argumenta que o Brasil não deve delegar decisões de segurança a outros países. O episódio expõe o despreparo da extrema direita brasileira em conduzir relações internacionais e a necessidade de uma política externa independente, baseada na cooperação e negociação.

  • O governo Trump incluiu o PCC e o Comando Vermelho nas listas de Grupos Terroristas Especialmente Designados e de Organizações Terroristas Estrangeiras.
  • Essa decisão soma sanções financeiras a medidas penais e restrições migratórias, transferindo o combate às facções para a esfera de segurança nacional dos EUA.
  • Especialistas debatem o dano à cooperação policial bilateral e ao setor financeiro.
  • O artigo defende que o Brasil não deve submeter o combate ao crime organizado à discrição dos EUA.
  • O episódio revela o despreparo da extrema direita para lidar com relações internacionais e diplomacia.
  • O Brasil, como Estado de poder médio, deve manter sua autonomia e não se alinhar incondicionalmente a nenhuma potência. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/maria-herminia-tavares/2026/06/subserviencia-dos-bolsonaros-a-trump-e-inimiga-do-pais.shtml
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